Vereadores ainda são contrários à regulamentação
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quinta-feira, 26 de junho de 1997
Da Redação 
Os vereadores poderão até voltar a apreciar um novo projeto de regulamentação do serviço de moto-taxi na cidade, mas os empresários vão ter de utilizar toda a sua capacidade de argumentação e pressão. Embora o vereador Sidney de Souza (PST), co-autor do primeiro projeto, juntamente com o vereador Célio Guergoletto (PMDB), afirme que a existência das empresas não deixa alternativa a não ser a legalização, muitos vereadores ainda não estão dispostos a engolir a atividade.
O vereador Tercílio Turini (PSDB) é taxativo: Os números do trânsito não deixam dúvidas sobre o perigo que as motocicletas representam para o usuário. Como médico, vejo diariamente as consequências dos acidentes: quando não matam, deixam a pessoa com sequelas graves. Decididamente não me sinto à vontade em aprovar a utilização de motos para o transporte de passageiros. Para o vereador, as motos devem servir apenas para o transporte de produtos e correspondência.
O vereador Jacy Aguiar (PDT) também diz que não vai se deixar envolver pelas promessas da regulamentação. Argumenta que o ato burocrático de regulamentar o serviço não resolve o problema da falta de segurança a que seria exposta a comunidade. Ele enfatiza que a polícia de trânsito não tem condições de fiscalizar o cumprimento das regras. O serviço vai continuar a ser prestado da mesma forma irresponsável. Nós estaríamos apenas legalizando uma situação de risco.
Aguiar acredita que o sucesso do serviço divulgado pelos empresários é resultado da sedução exercida pelo baixo custo do atendimento. As pessoas ficam seduzidas pelo preço e acabam não percebendo o risco que estão correndo ao subir em uma moto e enfrentar o trânsito caótico nas ruas da Cidade. Apesar das opiniões contrárias ao serviço, o vereador se dispõe a estudar a possibilidade de regulamentação. Mas exige, em contrapartida, soluções que garantam a fiscalização e cumprimento das normas aprovadas.
O projeto pode mudar à vontade, mas eu voto contra, afirma o vereador Salvador Francisco (PSDB). Ele acredita que um veículo de duas rodas não é próprio para o transporte de passageiros. É uma questão de física. O veículo não oferece estabilidade ou segurança. Já o vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PL) diz que prefere aguardar a chegada do projeto para avaliar as garantias de segurança que podem ser implantadas. Só com o projeto na mão vou decidir se voto a favor ou contra.


