Marcos Zanatta
De Maringá
Os vereadores de Maringá aceitaram ontem o veto do prefeito Jairo Gianoto (PSDB) ao projeto do vereador Belino Bravin (PMDB), que exigia o uso de camiseta escolar aos alunos da rede pública municipal. ‘‘Vou consultar os moradores de bairros e diretores de escolas e posso reapresentar o projeto’’, avisou Bravin ontem. A exigência imposta seria o uso apenas da camiseta de identificação da escola. O que levou o prefeito a vetar o projeto foi a exigência de uma verba de R$ 15 mil, para a compra de camisetas de uniforme para os alunos carentes. O prefeito disse que os alunos têm garantida a igualdade de condições para o acesso à escola, e o município não poderia exigir uniforme.
Segundo Bravin o projeto foi apresentado por sugestão de pais de alunos e professores. ‘‘Por isso vou consultar todos novamente antes de acatar o veto’’, promete. O principal argumento dos pais e educadores, segundo Bravin, é que o uniforme identifica os alunos. Ele lembra que mesmo nos bairros, ‘‘ou mais ainda em alguns bairros’’, o uniforme é uma questão de segurança. ‘‘Uma simples camiseta vai ser uma identificação de quem está nas ruas para estudar’’, alega. Bravin diz ainda que o município tem que custear o uniforme dos alunos pobres e que os R$ 15 mil seriam incluídos no orçamento do próximo ano.
O uniforme é bem aceito pelos estudantes. Fernanda Angélica Taroso, que estuda no Instituto de Educação garante que só vai para a escola uniformizada. ‘‘Acho bom porque identifica os estudantes’’, resume. Os amigos Ricardo Asno e Ricardo Macedo, também do Instituto, concordam em usar uniforme, desde que tenham liberdade como acontece hoje. ‘‘A gente tem que vir de calça ou bermuda preta ou azul e camiseta branca, mas pode mudar o estilo da roupa’’, diz Macedo. A secretária da escola municipal do Jardim Santa Felicidade, Marcia Perioto, diz que o uniforme só será usado se a prefeitura fornecer. ‘‘Os alunos são todos de famílias carentes, e a gente tem que aceitar qualquer roupa’’, diz.

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