Arquivo/FLAlternativaPelo substitutivo, donos teriam prazo maior para reclamar cães e haveria possibilidade de adoção; lei antiga caiu no esquecimentoA vereadora Arlene Lima (PMDB) quer alterar uma lei de 1959 que previa o sacrifício de cachorros vira-latas em Maringá. A Lei 34/59, hoje esquecida, determinava um prazo de três dias para que os animais recolhidos fossem reclamados pelos donos. Depois disso, deveriam ser sacrificados. Hoje, no entanto, a prefeitura não mantém o serviço de ‘‘carrocinha’’, para recolher os cachorros que ficam nas ruas sem licença.
O principal objetivo do pedido de mudança no texto da lei é despertar o debate em torno do problema de animais soltos nas ruas. Um levantamento feito por ela na Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente constatou que de 12 a 15 cachorros morrem atropelados por dia em Maringá. ‘‘Isso mostra que falta uma legislação para evitar a presença dos animais nas ruas, que podem inclusive causar acidentes graves nas pessoas’’, afirma.
O substitutivo da vereadora quer reativar o serviço de captura dos animais e dar um prazo de sete dias para que o dono o reclame seu cão. Depois de uma semana, os cachorros recolhidos são colocados à disposição para adoção por famílias interessadas.
Os animais que não forem ‘‘adotados’’ em 30 dias deverão ser doados para instituições de pesquisa. O problema é que, neste caso, os animais poderiam ser sacrificados. ‘‘O cão é amigo do homem e não pode ser simplesmente sacrificado por não ter um dono’’, considera a vereadora. A proposta já passou pelas comissões de Constituição e Justiça e de Higiene, Saúde e Assistência Social,
Arlene quer criar uma associação de defesa dos animais. Ela acredita que a associação pode evitar o sacrifício de animais abandonados e não adotados. ‘‘Apenas nos casos extremos, quando ninguém mesmo quer o cachorro, ele será repassado para a pesquisa’’, afirma.

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