Vereadora de Maringá pede esclarecimento sobre drugstores
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sábado, 16 de junho de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
A vereadora Edith Dias (PSDB) quer saber quais são as farmácias que estão vendendo produtos alimentícios sem licença especial. Ela solicitou fiscalização da Prefeitura de Maringá para autuar as farmácias que não estão seguindo a lei e que apesar da proibição continuam vendendo alimentos nas farmácias. Se o supermercado não pode vender remédios por que as farmácias podem vender alimentos?, questiona a vereadora.
Segundo ela, algumas farmácias de Maringá estariam abusando na venda de diferentes produtos e abrindo precedentes para que os supermercados também venham vender medicamentos.
O presidente do Conselho de Farmácia de Maringá, Ricardo Iamamoto, concorda com a vereadora. As farmácias têm importância social e não podem ser niveladas a mercearias que se preocupam apenas com a comercialização, afirma.
De acordo com a farmacêutica Isaura Alves de Souza, do setor de vigilância sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, as farmácias que vendem produtos alimentícios têm liminar da Justiça. Os juízes entendem que são produtos industrializados e que não oferecem risco de serem comercializados nas farmácias, explica Isaura.
Segundo ela, diante das liminares, a vigilância sanitária não tem o que fazer para coibir a atividade. Ficamos de mãos atadas, comentou. Entre as 170 farmácias existentes em Maringá, aproximadamente 10 instaladas no centro da cidade vendem produtos alimentícios. Ela não soube informar quantas farmácias separam com divisórias a parte dos alimentos e a dos remédios.


