Vereadora de Maringá adere à vigília em solidariedade
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terça-feira, 24 de novembro de 1998
Marcos Zanatta 
A vereadora Aparecida Fabiana Correa (PT), a Bia, e um professor da rede estadual de ensino iniciaram ontem à tarde uma vigília na Câmara Municipal de Maringá, em solidariedade aos seis professores que completam hoje uma semana em greve de fome. Eles pretendem ficar no plenário até hoje à tarde, também sem se alimentar, para chamar a atenção do governo para a situação dos professores. Em especial aos que representam toda a categoria e estão sacrificando a própria saúde em defesa dos outros, disse Bia.
Ela lembra que, a partir do sexto dia sem alimentação, a pessoa pode começar a apresentar problemas de saúde. Existe até risco de vida, lembra a vereadora. O principal motivo para a mobilização é a proposta do governo estadual em cortar o repasse dos descontos da APP-Sindicato, e a implantação do Plano de Desenvolvimento de Pessoal (Pladepe). O Plano vem de cima para baixo, e não queremos imposições que venham a prejudicar a categoria, disse ontem o professor Elson Pereira Campos, que acompanhou o início da vigília na Câmara.
Campos lembra que em 1986 participou da greve de fome em favor dos professores. A partir da primeira semana você não consegue mais nem forças para pensar, recorda. Os professores distribuíram também cópias de uma carta do arcebispo de Maringá, dom Murilo Krieger, enviada ao governo, cobrando a imediata abertura de um canal de negociação para evitar a paralisação das aulas e acabar com a greve de fome dos professores que representam todo o Estado.


