Vereadora busca apoio pró-Zerinho
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quarta-feira, 24 de setembro de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
Dorico da SilvaAdesãoAssinaturas foram coletadas ontem no Zerinho: mobilização quer projeto fora de pauta definitivamenteCom o objetivo de impedir a abertura da rua Piauí, entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro, onde está localizado o Zerinho, a assessoria do gabinete da vereadora Elza Correia (sem partido) passou a tarde de ontem recolhendo assinaturas da população. O abaixo-assinado é contra o projeto de lei que prevê a abertura da via e que está tramitando na Câmara de Vereadores.
Nas primeiras horas, a assessoria já havia recolhido centenas de assinaturas de moradores das proximidades, de pessoas que frequentam o Zerinho ou que passam pelo local frequentemente. Segundo a assessora parlamentar da vereadora, Liria Yurika Oikawa, outros abaixo-assinados estão sendo colhidos nos prédios próximos ao Zerinho. Os moradores das redondezas se encarregaram também de colocar no local faixas alertando para o problema.
Liria Oikawa diz que a manifestação contra o projeto teve início assim que a matéria começou a tramitar na Câmara, no primeiro semestre deste ano. O trabalho está sendo realizado em conjunto com a Sociedade Amigos do Bosque. Ela explica que os abaixo-assinados serão apresentados pela vereadora quando a matéria retornar à pauta de votações. Estamos nos mobilizando para que o projeto seja retirado de pauta definitivamente, afirma. Ela espera que as assinaturas sensibilizem os vereadores.
O office-boy Mauro Pereira Junior, 17 anos, é uma das pessoas que assinaram o documento. Ele explica que, como trabalha na área central, costuma passar pelo Zerinho diariamente. Acho que a maioria da população está contra a abertura, porque é uma área verde que precisa ser preservada.
A garçonete Vilma Dantas, 27 anos, explica que mora no jardim Piza (zona sul), e que assinou o documento mais por causa das pessoas idosas que costumam passear no Zerinho. Eles precisam de um lugar para descansar.
O projeto é de autoria do vereador Flávio Vedoato (PTB), mas recebeu a assinatura de outros 12 vereadores. No dia 2 deste mês a matéria foi retirada de pauta por 30 dias e enviada para análise do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Autarquia do Meio Ambiente (AMA).
Em sua justificativa, Flávio Vedoato alega que a abertura da rua Piauí é necessária porque o trecho funcionaria como um dique que dificulta e impede o trânsito de veículos em uma das regiões mais movimentadas da Cidade. O vereador observa ainda que a existência do Zerinho não seria problema para dar continuidade ao projeto, já que ele poderia ser implantado em outra área do próprio Bosque, sem danos ou despesas.
Flávio Vedoato, que mora na rua Piauí, ressalta que, ao elaborar o projeto, não pensou apenas em melhorar o trânsito. Ele acredita que a abertura serviria também para aumentar a segurança no local. Segundo o vereador, quando o projeto foi apresentado recebeu apoio de várias pessoas que moram nas proximidades do Zerinho.
Mesmo assim, ele revela que deverá solicitar a retirada do projeto por tempo indeterminado, até que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) conclua estudos e projetos referentes à área. Segundo ele, o Ippul pretende mostrar uma maquete à população mostrando como ficaria o Zerinho com as modificações.


