Toda construção de calçada em Curitiba deve ser feita com material liso e antiderrapante. Exceto aqueles indispensáveis e de utilidade pública, os obstáculos aos pedestres também precisam acabar. São idéias do vereador Borges dos Reis (PSDB), que apresentou projeto na Câmara com a intenção de aumentar a segurança de quem caminha pela cidade. A votação da proposta está prevista para a próxima semana.
‘‘As calçadas de Curitiba são um risco permanente para pedestres’’, justifica o vereador. Ele recorda o caso do aposentado Paulo Michaliszyn, 74 anos, vítima de um tropeço fatal sexta-feira passada. Michaliszyn ia para uma agência bancária do bairro Juvevê quando se desequilibrou numa calçada de piso irregular. Na queda, o velhinho bateu a cabeça numa barra de ferro que impede o estacionamento de carros na calçada, teve traumatismo craniano e morreu.
A reportagem da Folha do Paraná sobre o caso foi mostrada por Borges dos Reis durante pronunciamento na Câmara de Vereadores na sessão de segunda-feira. Ele usou a tribuna para falar do perigo de calçadas com pisos inadequados ou sem conservação. ‘‘Desde 1995, quando apresentei um projeto de lei, temos alertado a prefeitura no sentido de priorizar a segurança das pessoas que transitam nas ruas da cidade’’, lembra o vereador.
Além das sugestões já mencionadas, Borges dos Reis propõe que a prefeitura implante um programa de estímulo à construção de calçadas e adaptação das atuais ao novo sistema. O vereador acredita que esse conjunto de medidas pode tornar mais seguro o trânsito dos pedestres e dos portadores de deficiência física.
Michaliszyn era uma pessoa alegre, tinha ótima saúde e estava acostumada a sair para pagar contas e fazer compras. Mesmo com a vida simples e o trabalho de zelador, o velhinho viu a filha Rita se formar em Administração e fazer doutorado em Finanças. O outro filho, João, faz duas faculdades: Publicidade e Propaganda e Administração de Empresas.

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