Vereador quer equipes contra drogas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de agosto de 1998
Marcos Zanatta 
Um projeto do vereador Nilton Tuler (PSDB), que tramita nas comissões da Câmara de Maringá, pretende criar ainda este ano equipes para atuar no combate às drogas nas escolas do município. O projeto Escola sem drogas nasceu dentro do Conselho Municipal de Entorpecentes (Comen), dirigido por Tuler, e previa a realização de palestras e debates com alunos, que teriam ainda um acompanhamento constante de especialistas sobre o assunto. Como não temos estrutura, vamos repassar nossos conhecimentos para a comunidade envolvida com a escola, diz o vereador.
O projeto prevê a criação de uma equipe com a participação de pais, alunos e professores em cada escola da rede pública. O Comen vai fazer o treinamento das equipes, que além de acompanhar os estudantes, deve manter um contato direto com as famílias e o conselho. Tuler diz que hoje as escolas da periferia são os pontos preferidos dos passadores de drogas. Os jovens estudantes estão na idade da dúvuda, das incertezas e da curiosidade, o que facilita o trabalho dos traficantes, afirma. Os passadores de drogas, lembra Tuler, se envolvem com a comunidade. Chegam a conhecer as famílias dos jovens. Aproveitando quando a família é desajustada para explorar ainda mais a revolta do adolescente.
As equipes serão formadas também por pessoas da comunidade, que conhecem o cotidiano do bairro, e terão melhores condições de identificar os problemas. Tuler diz que da maneira como as drogas estão entrando nas escolas chega a assustar até os especialistas.
O professor ou diretor isolado tem receio de denunciar. Muitos até chegam a sofrer agressões de jovens drogados, e não podemos aceitar isso, diz ele. O Comen vai também manter um canal de diálogo com a equipe do projeto, sempre orientanto de como abordar o viciado ou o curioso, que está entrando no jogo do passador.
O vereador diz que não existem dados precisos sobre a presença de drogas nas escolas. Qualquer número que citarmos será no chute, pois é impossível medir um setor quase que invisível. Ele alerta no entanto que apesar do crack ter chegado em Maringá há pouco tempo, já está em praticamente todas as escolas.
O caminho é buscar o próprio jovem como aliado, acabando com o mercado e afugentando os passadores de drogas, defende. O projeto deve ter também uma versão para trabalhadores, com a criação de equipes dentro de empresas da cidade.


