O vereador Henrique Barros (PDT) deve protocolar na próxima semana na Câmara um projeto de alteração na lei nº 8.143, que regulamenta a atuação dos mototaxistas em Londrina. A matéria propõe que os motoqueiros que prestam esse serviço possam atuar em pontos, fiscalizados pela Prefeitura e que receberiam até dez mototaxistas cada.
O projeto nasceu após uma reunião de Barros com 25 representantes da cooperativa Cooper Moto-Táxi, que defende a livre atuação dos motoqueiros nas ruas. ''Estudamos leis de Campo Grande (Mato Grosso), Marília e Araçatuba (São Paulo) que permitem que mototaxistas trabalhem em pontos, fora das centrais'', argumenta Barros. A proposta de alteração deve ser protocolada até terça-feira e, a partir de então, votada dentro de 15 dias.
A lei original, de 2000, permite que mototaxistas trabalhem apenas em centrais. Os motoqueiros da cooperativa alegam que preferem trabalhar nas ruas porque as diárias a serem pagas às centrais são caras. A idéia de Barros é que 30 pontos de mototáxi sejam abertos em toda a cidade.
A presidente da Associação dos Mototaxistas de Londrina, Edimara Adolfo Oliveira, pretende mobilizar a categoria para impedir a aprovação do projeto. ''Queremos moralizar a profissão e tem gente que parece querer o contrário. Os mototaxistas só atuam em Londrina por causa das centrais, porque foram os donos delas que brigaram para que o serviço fosse regularizado. Vai ser muito difícil fiscalizar esse povo que vai ficar na rua. Sou contra essa proposta até a morte'', afirma ela.

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