O vereador Beto Scaff (PDT), de Londrina, propôs ontem um novo substitutivo ao projeto que determina o pagamento da dívida de R$ 9 milhões do município com o Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom). Ele quer reduzir o prazo de pagamento para 120 meses, com prazo de carência de 12 meses. Anteontem, durante sessão extraordinária, a Câmara de Vereadores havia aprovado, em primeira discussão, substituto do vereador Sidney de Souza (PTB) propondo pagamento em 240 parcelas e carência de 18 meses. O projeto deve passar hoje pela segunda e última discussão, antes de ir para sanção do prefeito Nedson Micheleti.
''Achei que o prazo anterior era muito grande, o pagamento passaria por cinco governos'', argumentou Scaff. Ele reconheceu que este montante não pode ser pago em um prazo muito curto sem comprometer os investimentos em outras áreas, mas considera que o tempo poderia ser menor.
O projeto original sobre a dívida do Funrebom é do Executivo, que pedia a extinção dos débitos. A dívida vinha sendo contraída desde 1994, quando o Funrebom foi implantado, devido ao repasse não integral do dinheiro arrecadado pela Taxa de Vistoria e de Combate de Incêndio.
Scaff retirou o projeto de pauta por uma sessão para verificar a informação de que o parcelamento havia sido acordado com o Corpo de Bombeiros. ''Gostaria que o comandante viesse aqui esclarecer esta informação ou que nos enviasse um documento'', afirmou. O projeto deve voltar à pauta hoje.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Londrina, tenente-coronel Ariovaldo de Gouveia Sobrinho, disse ontem que o parcelamento da dívida é a forma encontrada para o Tribunal de Contas (TC) aprovar a negociação. Segundo ele, o parcelamento de dívidas já foi feito com a Prefeitura de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) por orientação do TC.
Para Gouveia, mesmo o prazo sendo longo não há empecilhos, desde que o repasse integral que está sendo feito atualmente não seja interrompido. ''Hoje a previsão é de que iremos receber R$ 160 mil mensais, mais os R$ 40 mil do parcelamento serão R$ 200 mil. Com isso podemos fazer o custeio do trabalho e comprar novos equipamentos'', explicou.
A Câmara aprovou também ontem, em primeira discussão, o projeto que propõe a criação do programa de renda mínima municipal, que pretender pagar até R$ 100,00 por beneficiário. O projeto amplia as categorias que hoje são atendidas pelo bolsa-escola. Agora idosos e portadores de necessidades especiais que precisem de atendimento específico e crianças e adolescentes em situação de risco terão direto ao benefício.

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