A lei que concede à prefeitura prazo de um ano para efetuar a transferência do aterro sanitário municipal, localizado na estrada do Limoeiro (zona sul), é tema de um pedido de informações do vereador Tercílio Turini, aprovado ontem, durante sessão da Câmara de Vereadores. Turini quer saber se o Executivo já está tomando providências para fazer a transferência, que vence no início de novembro. A presidência da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) adianta que estudos já foram iniciados.
Na opinião do vereador, é preciso se preocupar com o assunto o quanto antes porque são precisos vários estudos para encontrar o local ideal para o aterro. Entres os itens a serem analisados está o estudo de impacto ambiental e do respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
Tercílio Turini acredita que o atual aterro já está com a sua capacidade esgotada. Além disso, ressalta que fica em um local não recomendado - em um fundo de vale e próximo a nascentes. ‘‘O aterro já causou danos irreparáveis ao meio ambiente’’, afirma. O projeto de lei, segundo o vereador, foi aprovado no ano passado e vetado pelo Executivo. A Câmara, no entanto, derrubou o veto e promulgou a lei.
O presidente da AMA, Nelson Kohatsu, garante que os estudos técnicos para encontrar um novo local já foram iniciados. ‘‘Estamos procurando’’, observa, sem, no entanto, citar onde ficariam os lugares visados. Nelson Kohatsu diz que a AMA fará o possível para cumprir a lei no tempo determinado, mas afirma que o tempo de vida útil do atual lixão é de mais três anos.
Segundo Nelson Kohatsu, no mês passado houve problemas com o aterro em função das chuvas, que impediram a entrada das máquinas para fazer a compactação do lixo e cobertura com camadas de terra. Este problema já foi solucionado com a estiagem. ‘‘O lixo todo está recoberto e a lagoa de retenção de chorume voltou ao seu nível normal’’, observa.
O aterro sanitário ocupa uma área de 19 hectares e começou a ser utilizado em 1977. Todos os dias são despejadas cerca de 400 toneladas de lixo doméstico. No início da administração anterior, passou por um projeto de readequação. Foi destinada uma área específica para armazenagem de lixo hospitalar, que é recoberto por camada de cal. Também foram construídos uma lagoa de chorume e depósito para lixo doméstico, que passou a ser compactado, coberto por terra e revitalizado.

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