Vereador nega envolvimento no escândalo
Vereador nega
envolvimento
no escândalo
Adriana De Cunto
O vereador de Arapongas Marcelo Francisco Plastina (sem partido) esteve sábado na Redação da Folha para se defender das acusações feitas por Osmar Buzinhani, de envolvimento no escândalo do leite. O vereador disse que nunca fez contato com a cooperativa Central Norte, de Apucarana. Eu nem sei o telefone da Central Norte, completou. Segundo Buzinhani, o nome de Plastina foi citado por Aristeu Rodrigues e Fredemax Mota, como um dos responsáveis pelo contato com a cooperativa de Apucarana, que teria sofrido tentativa de extorsão em R$ 50 mil. O resultado da análise do leite Marcial, produzido pela Central Norte, apontou que o produto apresenta condições higiênicas insatisfatórias por conter bactérias do grupo coliforme.
Marcelo Plastina garantiu que apenas foi o intermediário entre Fredemax Mota e produtores de leite de Arapongas e Rolândia com o objetivo de enviar amostras daqueles produtos para análise no Instituto Adolfo Lutz. Ele explicou que Fredemax o procurou para contar a preocupação da Câmara de Londrina em relação a qualidade do leite que estava sendo comercializado na Cidade. Plastina teria concordado em enviar também amostras de Arapongas para análise. Trata-se das quatro amostras enviadas para o Instituto Adolfo Lutz sem o conhecimento do promotor especial de Defesa do Consumidor, Leonir Batisti.
O vereador garantiu que conversou antes com os três produtores de Arapongas e o produtor de Rolândia e que eles gostaram da idéia. Os produtores disseram que há muito tempo não se fazia análise do leite deles. O custo do envio do material foi dividido pelos quatro produtores, além do vereador. Cada um contribuiu com uma quantia que variava entre R$ 300 e R$ 400. Foi uma coisa bastante informal. Os produtores gostaram da idéia e se dispuseram a pagar pelo exame, comentou. A coleta das amostras foi feita entre os dias 30 de março e 6 de abril.
A Folha não publicará o nome daquelas quatro marcas, nem o resultado das respectivas análises, por entender que não tem credibilidade. A divulgação só será feita se, ao término das investigações, ficar comprovado que o procedimento de coleta foi correto.
Plastina se disse surpreso ao ver seu nome envolvido no escândalo. Ele afirmou que não entendeu porque os resultados das amostras coletadas em Arapongas e Rolândia foram enviados para a Câmara de Londrina em vez de emitido para Arapongas. O vereador vai depor amanhã, às 14 horas, na Comissão Especial de Inquérito da Câmara de Londrina.





