Vereador foragido liga para Câmara
IBAITI Vereador foragido liga para Câmara Acusado de homicídio, vereador telefona para colega e diz que se apresentará quando a prisão preventiva for relaxada Carlos AlmeidaCOMISSÃO DE AVERIGUAÇÃOComissão que avalia possibilidade de cassação de Haroldo Caetano (destaque) se reuniu anteontem Lúcio Flávio Moura Enviado a Ibaiti Mesmo foragido e sob a acusação de ter matado uma estudante de 15 anos com um tiro na cabeça, o vereador e professor de educação física Haroldo Caetano (PTB) continua influenciando decisões na Câmara Municipal de Ibaiti (94 km ao sul de Jacarezinho). Ontem, o vereador Gilmar Cândido (PFL) renunciou à presidência da Comissão de Averiguação, formada para reunir elementos para a abertura de uma Comissão Processante, que poderia cassar o mandato de Caetano. Minha decisão é para que a apuração dos fatos seja feita sem justificativas falsas de que a comissão está trabalhando com motivações políticas, afirmou Cândido, que se denomina um vereador independente (nem de situação, nem de oposição). Arqui-rival de Cândido nos debates políticos da Câmara desde o início da legislatura, Caetano entrou em contato por telefone com ele ontem, o acusando de perseguição política e difamação através da imprensa. Ele chorava muito e disse que era inocente, que não usava drogas e que, em nenhum momento havia quebrado o decoro parlamentar, contou Cândido, reproduzindo um trecho do diálogo com o professor de educação física. Segundo Cândido que defende a cassação Caetano se emocionou ao falar das três filhas e da esposa (internada com problemas mentais que se agravaram com as acusações contra o marido). O acusado de homicídio teria pedido a Cândido que ele informasse a imprensa sobre o telefonema, dizendo que em breve ele se apresentaria à polícia, assim que um advogado que está sendo contratado consiga o relaxamento da prisão temporária de 30 dias, que permanece em vigor até o início de abril. Ele disse que tem 17 anos de magistério e muitos serviços prestados à comunidade, por isso, acha injusta esta condenação prévia por parte da opinião pública, contou Cândido. Antes que ele convencesse meus colegas com este argumento absurdo e se tornasse uma vítima, decidi sair da comissão. Do lado de fora, poderei pressionar os membros da Casa a dar uma resposta mais rápida à comunidade, , justificou Cândido. Ele redigiu uma carta-renúncia para o presidente da Câmara, Luiz Carlos dos Santos, que ontem estava em Curitiba. Segundo o ex-presidente da comissão de averiguação, a decisão da renúncia começou a ser tomada na noite de ontem, após reunião dos cinco membros da comissão de averiguação. O grupo mantém uma posição cautelosa com relação à cassação eles preferem aguardar os resultados dos laudos de local do crime, cadavérico, conjunção carnal e toxicológico que ainda não foram enviados pelo Instituto Médico-Legal de Curitiba. Também para o delegado Italo César Sêga, sem os resultados dos laudos, a hipótese do suicídio permanece viva, embora tudo leva a crer que se trate de um homicídio. Laudos do Instituto de Criminalística comprovaram que não existiam fragmentos de chumbo nas mãos de Isadora Santos Silva, a vítima, o que praticamente descarta a hipótese de suicídio.





