O vereador Orlando Bonilha (PDT) receberá censura escrita da Mesa Diretora da Câmara de Londrina, nos próximos dias, por ter faltado com o decoro parlamentar ao agredir verbalmente a vereadora Elza Correia (sem partido), durante a sessão do dia 10 de dezembro do ano passado. A punição foi decidida pela comissão disciplinar, formada por três vereadores.
‘‘Senhor presidente e nobres pares. A vereadora Elza citou o nome deste vereador. Eu quero dizer a Vossa Excelência que o meu nome não é osso, vereadora Elza, para andar na boca de cachorro, tá.’’ Esta foi a frase pronunciada por Bonilha na sessão de dezembro, durante a discussão de um projeto do Executivo Municipal sobre a doação de uma área.
A punição foi decidida em meados de janeiro. Mas, em consequência do recesso parlamentar, o relatório final da comissão - da qual participaram Antonio Ursi (sem partido), Antenor Ribeiro (PPB) e Roberto Kanashiro (PSDB) - só foi encaminhada à Mesa e divulgada ao plenário na sessão de ontem. A Mesa aceitou o encaminhamento da comissão disciplinar e anunciou que tomará as providências imediatamente.
No caso de futura reincidência nesta infração, Bonilha poderá ser punido com a suspensão temporária ou cassação do mandato. Apesar de acatar a decisão da comissão, a vereadora Elza Correia disse que não ficou satisfeita com a punição, que considera muito branda. ‘‘O vereador merecia, no mínimo, a suspensão temporária do exercício de seu mandato.’’
Ela anunciou ainda que já contratou advogado que dará entrada na Justiça, na próxima semana, com ação contra Bonilha exigindo indenização por danos morais e crime de calúnia, injúria e difamação. ‘‘Farei isto não por motivo pessoal, mas como uma posição política em defesa da cidadania e dos direitos da mulher. Não é possível que um vereador, durante uma sessão, não aja com um mínimo de civilidade e agrida a única vereadora de Londrina de maneira tão baixa.’’
Orlando Bonilha disse que aceita a censura escrita imposta pela comissão disciplinar e está tranquilo para enfrentar o possível processo na Justiça. ‘‘Não acho que faltei com o decoro. Agi de maneira impensada, no calor da discussão, mas depois pedi desculpas publicamente durante a mesma sessão. Mas não estou preocupado com a vereadora, e sim com meus eleitores. Contratarei um advogado para me defender e não esquentarei minha cabeça com este assunto’’, ressaltou o vereador, que é líder do PDT na Câmara.

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