CAMPO MOURÃO - Era apenas a sessão de despedida dos atuais vereadores de Campo Mourão. Em pauta, nenhum projeto polêmico. Um abaixo-assinado anexado a um projeto de lei pedindo a alteração de nomes de duas ruas, no entanto, agitou a última sessão da Câmara. O vereador João Teodoro de Oliveira Sobrinho (sem partido) acusou o autor do projeto, Levi Queiroz da Paixão (PSDB), de ter falsificado as assinaturas do abaixo-assinado. Resultado: discussão, tumulto e baixaria.
Queiroz queria transformar a atual Rua dos Pessegueiros em Rua João Batista Vieira Filho, e a Rua das Figueiras em Rua Sebastiana Gouveia Vieira. ‘‘O vereador coletou mais assinaturas do que existem de moradores nessas ruas’’, atacou Teodoro. Aí, surgiu outra polêmica. Paixão alega que podem assinar abaixo-assinados desse tipo moradores de qualquer canto da cidade. ‘‘Está na lei orgânica’’, diz. Teodoro contesta: ‘‘Tem que ser morador da rua em discussão’’.
A acusação mais grave, entretanto, é pela suposta falsificação das assinaturas. ‘‘A letra é a mesma’’, ironizou Teodoro. Paixão alega que tudo não passou de um engano. ‘‘A menina encarregada de pegar as assinaturas inverteu as colunas’’, diz. ‘‘O nome por extenso ficou no lugar da assinatura’’. A explicação não convenceu a maioria. Paixão conseguiu apenas o apoio do vereador José de Souza Lopes (PSDB) e os dois projetos acabaram reprovados por 12 votos a 2.
Ao final de tanta polêmica, o presidente Waldemar Ibba, o ‘‘Mazinho’’ (PPB), teve que convocar a reunião de uma comissão especial para discutir o caso. Em meio às discussões entre os dois vereadores também não faltaram acusações pessoais. Paixão diz que Teodoro está querendo se ‘‘vingar’’ dele, por ter denunciado uma dívida de R$ 17 mil do ‘‘companheiro’’ com a prefeitura. Teodoro, por sua vez, diz que Paixão, como advogado, ‘‘deveria ao menos conhecer a Constituição’’.

mockup