Vereador diz que Maringá
tem poucas áreas verdes
Cidade promove a 4ª Semana de Defesa do Meio Ambiente, aberta ontem
Marccio W. Varella
Marcos NegriniPulmão verdeO Parque do Ingá e mais dois bosques suprem necessidade no centro, mas na periferia faltam reservas Ambientalistas de Maringá e região iniciam nesta segunda-feira debate sobre as reservas florestais e o lixão da cidade. A discussão faz parte da 4ª Semana de Defesa do Meio Ambiente, promovida pela Câmara Municipal, e que foi aberta oficialmente ontem com a apresentação da peça ‘‘O Guarany’’, pelo grupo Circo Teatro Sem Lona, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Trezentas crianças e adolescentes de escolas públicas do 1º e 2º graus assistiram à peça.
O presidente da comissão organizadora do evento, o professor e vereador Décio Sperandio (PDT), disse que Maringá atualmente já não tem mais reservas florestais suficientes para dar aos seus habitantes uma boa qualidade de vida. ‘‘Nos bairros próximos ao centro, não temos problemas, com o Parque do Ingá e mais dois bosques de florestas nativas. Mas na periferia faltam reservas. Além disso, os córregos estão poluídos. Maringá está abaixo do índice mínimo de verde exigido pelas organizações ambientalistas’’, disse Sperandio.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Hamilton Cardoso, discorda do vereador. Ele acha que Maringá tem reservas florestais suficientes para o seu tamanho: ‘‘Um técnico nosso participará do debate na Câmara e trará documentos para provar isso’’. Segundo ele, o Horto Florestal, abandonado (conforme reportagem publicada na edição de ontem deste caderno), não pertence à prefeitura e, portanto, não podemos responder por ele’’.
Sperandio também criticou o lixão de Maringá: ‘‘Não temos aterro sanitário e nem fazemos coleta seletiva. Isto é um absurdo. Os córregos que ladeiam o lixão estão poluídos pelo chorume, temos vetores de doenças lá que contaminam as galerias de águas pluviais. Há ratos e insetos que também transmitem doenças. Precisamos de um aterro sanitário de verdade, feito inclusive com tecnologia de vedação’’.
O secretário Cardoso disse que vai mostrar ao vereador um projeto da prefeitura que prevê a criação de um consórcio para construir um aterro sanitário, que teria a participação de mais cinco municípios da região. ‘‘O projeto está sendo elaborado e vamos em busca dos recursos’’, disse.
Na quarta-feira, os participantes do encontro farão uma visita ao lixão da cidade. A UEM, através de seu Núcleo de Pesquisa em Limonologia, Ictiologia e Aquicultura, vai montar uma exposição de trabalhos científicos. Haverá também apresentações de filmes relacionados ao meio ambiente, como ‘‘Medicine Man’’, ‘‘Fernando de Noronha, uma Aventura Inesquecível’’ e ‘‘A Ilha das Flores’’.

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