O plenário da Câmara Municipal de Londrina voltou a ser palco de polêmica durante a sessão desta terça-feira (16). O vereador Jamil Janene (PP), que teve um pedido de informações barrado pela Procuradoria Jurídica do Legislativo, disparou contra o procurador Jordan Regatte. O parlamentar acusou o profissional de "falta de transparência" e disse que os parecereres formulados por ele não são embasados pelo Regimento Interno da Câmara.

Imagem ilustrativa da imagem Vereador dispara contra procurador após ter pedido de informações barrado
| Foto: Devanir Parra/CML



Janene queria que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) enviasse ao Legislativo dados sobre as obras e os serviços que seriam executados na cidade com os recursos obtidos por meio da atualização da Planta de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Parecer da Procuradoria da Casa, entretanto, apontou que o pedido de informações do pepista poderia "invadir" as atribuições da Prefeitura de Londrina. A Mesa Executiva da Câmara acatou o parecer e barrou o requerimento do vereador.

O parlamentar, por sua vez, apresentou recurso à Comissão de Justiça da Casa contra a rejeição de seu pedido de informações. O parecer favorável emitido pela comissão ao recurso de Janene foi aprovado pelos vereadores nesta terça-feira, logo após o pepista disparar contra a assessoria jurídica do Legislativo. Com a aprovação, o pedido de informações do parlamentar será enviado ao prefeito.

"Espero que o próximo presidente (da Câmara) nomeie um procurador que dê pareceres mais transparentes", afirmou Janene após a votação. A escolha da nova Mesa Executiva do Legislativo será realizada em fevereiro, logo depois do término do recesso parlamentar.

A posição do pepista foi defendida pelas vereadoras Elza Correia (PMDB) e Lenir de Assis (PT). "O parlamentar tem todo o direito de enviar os pedidos de informações ao prefeito. Faz parte da nossa função de fiscalizar o Executivo", argumentou a peemedebista. "A falta de confiança nos pareceres da Procuradoria pode fragilizar essa Casa. Essa situação precisa ser avaliada", destacou Lenir.

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