Depois de uma reunião com pouca adesão, tanto pelos membros do Comitê da Água como pelos próprios vereadores (apenas três participaram), o vereador Rubens Canizares (PHS) decidiu recuar temporiamente. Ele vai manter fora de pauta o projeto de lei de sua autoria que obriga o Executivo a pedir autorização ao Legislativo para nova outorga de serviço de água e esgoto. O contrato emergencial entre o município e Sanepar vence no dia 10.
Se a lei fosse aprovada, o Executivo perderia a possibilidade de fazer um novo contrato emergencial via decreto, que não precisa do crivo da Câmara. O objetivo do vereador, cujo projeto foi protocolado em fevereiro e foi aprovado em primeira votação, era pressionar uma definição do Executivo.
Depois de discutir a proposta da minuta da agência reguladora proposta pelo comitê e os argumentos do presidente da entidade, Wilson Sella, Canizares reconsiderou. ''Em fevereiro eu já previa o que está acontecendo hoje, estamos a 20 dias do prazo e não temos nada decidido teremos que prorrogar por quanto tempo?'', argumentou o vereador. Segundo ele, o projeto deve continuar fora de pauta nas próximas sessões mas pode voltar.
A decisão agradou Sella. ''Passaremos a ter um projeto único quando remetermos a minuta'', comentou, referindo-se ao projeto que cria a agência reguladora. Apesar de Sella não discutir abertamente a possibilidade, é praticamente certo que o município terá que editar um novo decreto. O projeto de lei ainda não foi remetido para Câmara. Metas para o próximo contrato e a forma de licitação para o serviço também continuam em aberto. (A.S.)

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