Vereador de Andirá pode ser julgado por crime de aborto
Edna Mendes
De Londrina
A juíza da Comarca de Andirá (36 km a oeste de Jacarezinho), Sueli da Silva Neves, acatou a denúncia contra o presidente da Câmara de Vereadores, Sérgio Alexandre Possagnolli, que será julgado por prática ilegal de aborto. Possagnolli é acusado de ter provocado aborto em Sônia Cristina Rodrigues, com quem manteve um caso amoroso. Ela estava grávida havia três meses.
Segundo consta no processo judicial, logo que soube da gravidez de Sônia, o vereador hospedou a mulher no Hotel Tropical, no centro da cidade, e fez com que ela ingerisse medicamento abortivo, argumentando que a medicação melhoraria as dores que ela vinha sentindo. O vereador teria lhe dado o medicamento Cytotec, indicado para úlceras gástricas e contra-indicado para grávidas porque provoca aborto.
Ainda de acordo com o processo, após a ingestão do medicamento, Sônia foi abandonada pelo vereador no hotel e precisou ser socorrida por um hóspede quando já estava abortando. Ela foi levada ao Hospital Beneficente de Andirá, onde foi submetida à curetagem.
No processo também consta que não há condições de informar se o aborto foi provocado, de acordo com o exame de corpo de delito realizado em Sônia. Mesmo assim, a Justiça alega que isso não significa que não tenha acontecido o crime, já que as provas podem ser supridas por outros elementos.
A Folha procurou Possagnolli ontem, na Câmara de Vereadores e em sua empresa, mas ele não foi localizado para falar sobre o caso.





