Vereador cobra explicação sobre frente de trabalho
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de março de 1999
Áureo Nogueira 
A abertura de procedimento pela Promotoria Especial de Defesa do Patrimônio Público e de auditoria interna na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) para apurar suspeita de superfaturamento na terceirização dos serviços de roçagem e capina e a utilização de equipamentos da autarquia e operários da frente de trabalho provocou debates ontem na Câmara de Vereadores. O vereador Antenor Ribeiro (PPB) disse que vai requerer da AMA informações sobre a frente de trabalho.
O vereador quer saber quantos são os operários da frente de trabalho contratados pela autarquia e qual é o trabalho realizado por eles. Caso os operários atuem na roçagem e capina, o vereador requer informação sobre a capacidade mensal de trabalho, por metros quadrados.
A questão dos operários da frente de trabalho se arrasta desde a administração do prefeito Wilson Moreira. Já foi aprovado até projeto de lei de vereador, que se elegeu deputado, mas o problema ainda não foi resolvido, destacou Antenor, referindo-se à lei de autoria do ex-vereador Moysés Leônidas, que autorizou o Executivo a conceder abono de Natal, a título de 13º salário, desde o ano passado.
O pedido de informações de Ribeiro foi retirado de pauta, assim como os projetos de lei que propõe a ampliação da Retribuição Adicional Variável (RAV) aos servidores municipais. Também saiu de pauta o pedido de formação de comissão especial para rever a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara.
Os vereadores aprovaram ontem 40 requerimentos, sendo 11 deles endereçados à AMA. Do total, quatro pedem pela execução de serviços de roçagem ou capina.


