A Câmara Municipal de Londrina pode instituir nos próximos dias uma comissão disciplinar para avaliar a denúncia da vereadora Elza Correia (sem partido) contra o vereador Orlando Bonilha Proença (PDT), que teria faltado com o decoro parlamentar durante uma recente sessão plenária. O presidente da Casa, Adalberto Pereira da Silva (PFL), afirmou na tarde de ontem que aguardava orientação da assessoria jurídica sobre quais são as providências cabíveis.
O incidente ocorreu durante a votação de um projeto de autoria do Executivo municipal que tratava da doação de uma área. Nestes momentos das sessões, os vereadores que desejam votar favoravelmete se mantêm sentados. Elza Correia conta que se levantou e ouviu Orlando Bonilha falando, sem o microfone mas em tom alto, que ela deveria se sentar.
Durante o discurso de justificativa de voto, Elza Correia citou nominalmente o vereador Bonilha ao criticar os vereadores que votam e agem de maneira orquestrada. O vereador reagiu dizendo que ‘‘o meu nome não é osso para andar na boca de cachorro’’. Sentindo-se agredida moralmente, ela solicitou providências à Mesa Diretiva da Câmara e um parecer da assessoria jurídica.
De acordo com o parecer que ela recebeu ontem, o caso deve gerar a instalação de uma comissão disciplinar, formada por três vereadores. As punições vão de uma simples advertência verbal até a cassação do mandato.
‘‘Além desta providência interna à Câmara, meu advogado está preparando a ação que moverei na Justiça comum contra o vereador exigindo indenização por danos morais e crime de calúnia, infâmia e difamação.’’
‘‘A frase foi dita no masculino, não para a Elza, mas se ela tomou as dores, o problema é dela,’ alegou Bonilha. Ele ainda criticou o presidente da Câmara por estar encaminhando as providências cabíveis. ‘‘O Adalberto Pereira está com disenteria; com mágoa de mim porque votei no grupo que venceu o dele na disputa pela Mesa Diretiva para o próximo ano.’

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