IBAITI Vereador acusado de crime está foragido Principal suspeito da morte de uma estudante, Haroldo Caetano é procurado pela polícia; Câmara deve votar cassação nos próximos dias Edna Mendes De Cornélio Procópio O vereador e professor de educação física Haroldo Caetano (PTB), 48 anos, de Ibaiti (90 km ao sul de Jacarezinho) que teve a prisão preventiva decretada na quarta-feira, está foragido. Ele é o principal suspeito de ter matado a estudante Isadora Santos Silva, 15 anos, na madrugada do dia 24 de fevereiro. Na ocasião, Caetano negou a autoria do crime e disse à polícia que a estudante, que era sua namorada, tinha se suicidado. Segundo o delegado Ítalo Cesar Sêga, a polícia está fazendo buscas na região e vigiando a casa de parentes do vereador. ‘‘Não temos pistas concretas dele. A família diz apenas que ele telefona, mas não informa onde está. Nós acreditamos que a família sabe do paradeiro dele’’, disse o delegado. Na quarta-feira, quando foi decretada a prisão temporária do vereador, a polícia tinha informações de que ele estaria na casa de parentes em Figueira, município vizinho a Ibaiti. No dia do suposto homicídio, o vereador se apresentou à polícia acompanhado do advogado César Augusto Silva, que é assessor jurídico da prefeitura. Como a polícia investigava também a hipótese de suicídio, Caetano ficou em liberdade até que exames feitos no corpo da estudante comprovassem ou não hipótese. Depois disso, o advogado não se manifestou mais em defesa de Caetano. ‘‘Oficialmente, diante da polícia o vereador não tem nenhum advogado contratado para defendê-lo’’, afirmou o delegado. Caetano teve a prisão temporária decretada depois que a polícia recebeu o exame de resíduo de chumbo feito pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba no corpo da estudante. O exame não detectou resquícios de pólvora no corpo da garota, o que reforça a hipótese de que ela foi assassinada. Caetano e Isadora mantinham um caso amoroso há seis meses. Na noite em que foi morta, Isadora teria confessado para uma amiga que estaria disposta a terminar o romance com o vereador. Ela morreu com um tiro na cabeça disparado pelo revólver do vereador, que não tem porte de arma. No local do crime a polícia encontrou vestígios de drogas. O vereador deve responder por homicídio doloso, porte ilegal de arma, porte de drogas e corrupção de menor. A polícia aguarda ainda o resultado dos exames de conjunção carnal, cadavérico e toxicológico que estão sendo feitos pelo IML de Curitiba. Nos próximos dias, a Câmara Municipal deve votar o pedido de cassação do mandato do vereador.