Verbas para UTI já estão disponíveis
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de janeiro de 1997
Marccio W. Varella Sucursal de Maringá 
O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) anunciou ontem que a verba de R$ 650 mil do programa Reforsus do Ministério da Saúde, destinada à construção de uma UTI e de uma maternidade no Hospital Universitário de Maringá (HU), já está disponível. Só falta o governo do estado enviar um relatório com a documentação necessária para Brasília, disse Gianoto, que na última quarta-feira entregou, em Brasília, um levantamento sobre a crise no atendimento hospitalar de Maringá ao ministro da Saúde, Carlos Albuquerque.
Segundo o prefeito, o governo Federal deu um prazo ao governo do Paraná até o próximo dia 28 de fevereiro para que entregue um relatório completo sobre as necessidades da saúde no Estado. Com o relatório, o Ministério da Saúde poderá liberar os R$ 12 milhões do programa Reforsus destinados ao Paraná. Os R$ 650 mil para o HU de Maringá estão incluídos nesse total.
O Ministério da Saúde, anunciou Gianoto, está na dependência da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CMPF) para definir quando vai repassar aos hospitais conveniados ao SUS o reajuste de 25%, atrasado desde o ano passado. Se a arrecadação for boa, o ministro me garantiu que vai usá-la na melhoria da infra-estrutura hospitalar do país, afirmou o prefeito.
O ministro me disse que não adianta construir uma super-UTI no HU e não resolver o problema hospitalar dos outros municípios da região. Paiçandu e Astorga, por exemplo, já têm hospitais construídos que não funcionam por falta de equipamentos e médicos. Acho que construir UTI no HU só vai amenizar o problema. Temos que resolver o problema regional. É com esse objetivo que serão aplicados esses R$ 12 milhões, explicou Gianoto.
Neste relatório do governo do Estado, que deverá ser entregue ao Ministério da Saúde, estará incluído o projeto de uma UTI com leitos para adultos e recém-nascidos e de uma maternidade dentro de área já construída no HU. O projeto do HU deverá ser concluído até hoje, para ser enviado à Secretaria Estadual de Saúde, em Curitiba, e ser incluído no relatório geral sobre o setor da saúde do Paraná. A direção do HU ainda não definiu o número de leitos que serão pedidos no seu projeto para a UTI.
Comentando as sete mortes provocadas por falta de UTI neste mês em Maringá, o prefeito disse que não houve sonegação de leitos por parte dos hospitais conveniados ao sistema. O que houve foi uma diminuição da disponibilidade de UTIs para o SUS. No cadastro do Ministério da Saúde em Brasília consta que Maringá tem 48 leitos disponíveis em UTIs para o SUS, quando todos sabemos que este número é de 21 leitos. Os hospitais não comunicaram as baixas para Brasília.
Amanhã, o Hospital Metropolitano de Sarandi (a cinco quilômetros de Maringá) definirá o número de leitos que vai colocar à disposição do SUS. O hospital que tem dez leitos de UTI, vinha trabalhando apenas com convênios particulares.


