Verba pública vai financiar castração
Maringá (Noroeste) conta com um CCZ há seis anos. Mas até dois anos atrás só fazia atendimentos de emergências, como animais soltos que ofereciam risco de ataque à população. Estes eram levados a um canil. ''Antes, porém, mesmo sem termos a estrutura física, o trabalho de zoonose já era desenvolvido'', comenta a gerente de controle de zoonoses do CCZ, Marilda Fonseca de Oliveira.
Segundo ela, todo o manejo relacionado com problemas de roedores baratas, morcegos e pombas é realizado desde 1991. ''Por meio da Secretaria de Saúde, já fazíamos o atendimento à população, passando informações para o devido controle. Como não temos como ficar retirando todos os animais, identificamos a espécie e, assim, reunimos dados para o controle do ninho.''
Atualmente, o centro recebe cerca de 40 ligações ao dia com pedidos de retiradas de animais domésticos e filantrópicos. ''Contudo, só fazemos a captura seletiva, ou seja, animais que de alguma forma estejam ameaçando a saúde pública, como ataques e mordidas, animais doentes, ou até mesmo atropelados. No caso de animais silvestres, não podemos fazer o abate.''
O CCZ de Maringá possui 12 canis, três baias e um curral e conta com 4 agentes para os atendimentos, mais os veterinários. ''Os animais saudáveis que, porventura, são recolhidos, são destinados a doação. Os animais ficam no local por três dias e, dependendo da situação, são sacrificados por eutanásia.''
No ano de 2008 o CCZ de Maringá fez cerca de 600 castrações. Para os próximos anos, uma parceria com uma ONG prevê que uma verba municipal de R$ 6 mil seja destinada a castrações. ''Com essa iniciativa, pretendemos aumentar para 900 procedimentos. Este, será realizado gratuitamente para a população de baixa renda.'' (M.T.)





