Quem passa pela avenida Dez de Dezembro, ao lado do Terminal Rodoviário, dificilmente não presta atenção em um posto de combustíveis desativado, completamente abandonado na esquina da rua Potiguares. Hoje, o local apenas serve para abrigo de moradores de rua e usuários de drogas, mas há vários anos funcionou como filial de uma empresa pública que virou escândalo nacional e ponto de partida da Operação Lava Jato.

Em 2016, a Prefeitura de Londrina lançou a promessa de reutilizar o espaço para a nova base do Samu, atualmente em um imóvel alugado na rua Maranhão, área central. Os projetos que englobam a reforma, em torno de 430 metros quadrados da área total, e a construção da sede, em torno de 1.660 m², foram concluídos e aprovados. A obra seria tocada mediante um convênio com a Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) e deve custar R$ 4,7 milhões.

Na mudança de governo, o atual responsável pela pasta na cidade, Felippe Machado, garantiu que o acordo com o governo foi mantido. "Optamos em deixar tudo como estava para dar mais rapidez ao processo, bem como para não decorrer na necessidade de reiniciá-lo, incluindo a contratação de novos levantamentos arquitetônico e complementares", declarou.

Em um ofício encaminhado à Câmara, Machado observou que a última informação obtida é de que a formalização do convênio está em fase final de tramitação interna na Sesa, aguardando apenas a liberação da verba.

Nesta terça-feira (30), a assessoria de imprensa da Sesa informou que o dinheiro pode ser liberado até o primeiro semestre deste ano. Porém, a data oficial não foi divulgada porque o convênio está para ser encerrado.

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