Verba para clínica é insuficiente
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sexta-feira, 21 de junho de 2002
Gilmar Agassi<BR>Equipe da Folha 
Cascavel - O anúncio feito pelo reitor Wilson Iscuissati de que o governo estadual liberou somente R$ 200 mil para aquisição de equipamentos para a clínica, não agradou aos alunos do curso de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Os alunos prometem manter a clínica fechada em protesto, já que o mínimo necessário para reativação é de R$ 500 mil.
Iscuissati se comprometeu em agendar uma nova reunião com as secretarias de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para buscar o restante dos recursos necessários ao funcionamento dos laboratórios do curso, mais R$ 300 mil. Os estudantes já estão se organizando para acompanharem o reitor na reunião que deverá ser realizada na próxima semana. Eles entendem que a presença na reunião pode pressionar o governo a liberar os recursos.
Os alunos estão mobilizados há mais de um mês, e, devido à falta de estrutura, suspenderam o atendimento na clínica, por onde passam mais de 3 mil pessoas por mês. O projeto pedagógico do curso previa a liberação de R$ 1,2 milhão, mas até agora foram aplicados somente R$ 37 mil. Não temos mais certeza de nada. Até agora só tivemos promessa e nada foi feito, desabafa a presidente do CA (Centro Acadêmico), Taís Guaitanele.
O reitor disse que irá gestionar junto à direção do Hospital Universitário (HU), a reativação imediata da sala de atendimento aos pacientes do curso de Fisioterapia, que também foi fechada em decorrência da falta de materiais e estrutura.


