PONTA GROSSA - Além de garantir a folha de pagamento dos funcionários e professores das universidades e faculdades estaduais, o governo do Estado participa mensalmente com uma verba para manutenção. No caso da UEPG, esse repasse estaria em torno de R$ 90 mil por mês, disse o reitor Roberto Merhy.
Como a verba é insuficiente e ainda é repassada com um mês de defasagem, a UEPG procura manter-se com recursos próprios oriundos da prestação de serviços, de convênios com a iniciativa privada e com a arrecadação do vestibular, explica. O concurso vestibular é uma das principais fontes de renda da universidade. A partir do próximo ano a UEPG volta a realizar dois vestibulares por ano.
De acordo com Merhy, só para a manutenção da universidade, seriam necessários recursos entre R$ 300 mil e R$ 350 mil por mês, sem contar os recursos para investimentos. Ao longo deste ano a UEPG não recebeu verbas destinadas a investimentos na instituição. ‘‘Os investimentos aplicados na estruturação da universidade foram feitos com recursos próprios’’, disse.
No ano passado a UEPG conseguiu aprovar quase R$ 2 milhões em verbas suplementares no Orçamento do Estado para 1996. Segundo Frederico Merhy, não recebeu ‘‘nenhum tostão’’.

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