Fique atento para o coça-coça do seu animal de estimação. Altas temperaturas e umidade é a combinação perfeita para a ação de carrapatos e pulgas, alertam especialistas. Os artrópodes não se adaptam muito ao frio e escolhem estações quentes para sua proliferação.
A assistente social Raquel Barreto Giglio é dona de Cherry, um Lhasa Apso de um ano e seis meses que recentemente esteve infestado por carrapatos, mesmo recebendo mensalmente aplicação de medicamentos contra o inseto.
''Moramos em apartamento, então ele não tem contato com lugares que poderiam estar infectados por carrapatos, mas quando eu vou para a chácara, deixo ele bem a vontade, acho que foi assim que pegou os carrapatos'', diz.
O tipo mais comum do inseto na cidade, conhecido como carrapato-marrom-do-cão, ataca cachorros de qualquer raça, em ambientes distintos. Por isso, o professor-doutor Ademir Pereira, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), explica que é de extrema importância a observação dos donos. ''Eles se instalam perto da cama do animal, na casinha ou nas frestas de um muro próximo, por exemplo.''
Segundo o professor, a limpeza dos aposentos do cão e do gato deve ser constante. Outra dica é colocar ao sol frequentemente os objetos e móveis do animal.
Jonas Moraes Filho, doutorando da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, ressalta que para prevenir os cães dos ataques é necessário usar produtos à base de fipronil, permetrina, imidacloprina, metaflumizona e amitraz. ''Mas é preciso que a aplicação seja feita a cada 30 dias'', aconselha. No entanto, é importante verificar com um veterinário, a dosagem correta, de acordo com o tamanho e o peso do animal. Assim, o pet está liberado para passear nas ruas, em praças e parques.
Em caso de infestação, a melhor saída é procurar um veterinário para iniciar o tratamento adequado. (Com Agência Estado)

Tipos mais comuns
‘‘Rhipicephalus sanguineus’’, conhecido como carrapato-marrom-do-cão: o hospedeiro é o cachorro. Comum em áreas urbanas e rurais. Não transmite a febre maculosa
‘‘Amblyomma aureolatum’’, conhecido como carrapato-amarelo- do-cão: nas fases de larva e ninfa, é encontrado em animais silvestres e alguns pássaros; na fase adulta, em cães. Próprio de áreas com vegetação de Mata Atlântica, na Serra do Mar. Transmissor da febre maculosa
‘‘Amblyomma cajennense’’, conhecido como carrapato-estrela: os hospedeiros são cães, cavalos, capivaras, etc. Típico de áreas rurais. Transmite a febre maculosa
Fonte: Agência Estado

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