Considerada a capital nacional da aranha-marrom, Curitiba registrou, em 2007, 2.632 mil casos de pessoas picadas. O alto índice causa espanto em pesquisadores de outras regiões do País e exige diversos cuidados por parte da população, principalmente durante os períodos mais quentes, ideais para a ação das aranhas.
À procura de abrigo e alimento, as aranhas-marrons saíram dos matagais, seu habitat natural, e abrigaram-se dentro de casa, em locais quentes e secos. Os espaços preferidos são atrás de móveis, quadros, junto de roupas e papéis e o que as atrai são casas de madeira, espaços na parede, no rodapé ou no forro, além da temperatura agradável.
Como são animais de hábitos noturnos, as aranhas-marrons saem durante a noite para caçar insetos, dos quais se alimentam. Elas não são agressivas e atacam as pessoas quando se sentem ameaçadas. ‘’A maioria das picadas acontece por descuido da pessoa. Ela ataca só para de defender, em úlitmo caso, quando não tem o que fazer’’, explica o biólogo e coordenador da Vigilância Epidemiológica, setor da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Marcelo Vetorello.
Os casos mais comuns -mais de 70%- são picadas no tronco, braços e pernas, áreas que são cobertas por roupas em que as aranhas ficam escondidas. Em menor quantidade, os acidentes atingem as mãos e dedos durante a limpeza, e os mais raros -aproximadamente 6%- são picadas na região da face, cabeça e pescoço, que acontecem quando a pessoa deita a cabeça no travesseiro, veste um boné ou chapeu.
A picada da aranha-marrom é indolor e os sintomas aparecem entre seis e doze horas depois do acidente. A região da picada fica com maior sensibilidade, ardência semelhante à queimadura de cigarro e com a formação de uma pequena bolha. Com o agravamento do machucado, a região apresenta inchaço e o tecido deixa de ser vascularizado. Os casos de morte são raros. Desde 2002 foram registrados quatro óbitos. Nesta situação, o veneno cai na corrente sanguinea e provoca insuficiência renal.
No caso de picada de aranha-marrom a recomendação é procurar imediatamente qualquer Unidade Básica de Saúde, em que os profissionais passaram por capacitações específicas sobre o tratamento.

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