Verão exige cuidado com a pele do bebê
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Rosada, geralmente mais fina e seca, a pele do bebê exige cuidados o ano todo. Para mantê-la saudável mesmo na estação mais quente do ano, os cuidados devem ser redobrados. Mas como protegê-los se o protetor solar é probido para menores de seis meses? Especialistas apontam que o uso de roupas leves, chapéus e hidrantes corporais podem ser importantes aliados na proteção da pele e bem-estar dos pequeninos.
Para o dermatologista, Marcelo Marcondes do Prado, de Londrina, a maior sensibilidade da pele dos bebês se justificaria, exatamente, pelo menor número de camadas de células da pele. Com esta camada mais fina, a pele ainda imatura estaria mais propensa à absorção de substâncias, sejam elas tóxicas ou não. Vermelhidão, bolhas e feridas são sinais que evidenciariam a irritação da pele - também chamada de dermatite de contato - dos pequenos com estes produtos.
Diante da proibição de aplicação de protetores solar até os seis meses de vida pra evitar uma possível reação alérgica, Prado diz que os pais devem ficar atentos a outros cuidados. ''Utilize roupas leves, de preferência de algodão, que absorve mais umidade e que cubra a maior parte do corpo do bebê'', recomenda. ''Além disso, quando sair de casa, os bebês devem estar com chapéu ou boina.''
Segundo o dermatologista, outra dica é utilizar carrinhos de bebê que tenham tetos flexíveis que alcancem até, pelo menos, metade do carrinho. Prado alerta para o horário do passeio. Segundo ele, a dica é mesma para os adultos: deve-se optar pela exposição ao sol antes das 10 e depois das 16 horas.
Contudo, o dermatologista lembra que os banhos de sol não deve ser desconsiderados, já que a exposição controlada à radiação ultravioleta ajuda na síntese da vitamina D, importante para a formação dos ossos. ''Aqueles 15 minutinhos diários entre o ir e vir de um local para o outro da mãe com o bebê já seria o suficiente'', aponta. ''Lembrando que não é preciso expor todo o corpinho do bebê, basta as mãozinhas, pezinhos e o pescoço.''
Após os seis meses de idade, o especialista esclarece que o protetor solar infantil fator 30 já pode ser utilizado. A partir dos 12 anos, a criança já pode utilizar o mesmo protetor solar dos adultos.
Banhos
Diante da imaturidade da pele do bebê, o dermatologista explica que as glâdulas de suor não produzem a mesma oleosidade presente na pele do adulto. Dessa forma, ela tende a se apresentar maior ressecamento. Dar vários banhos com o uso de sabonetes ao longo do dia só tende a agravar o quadro.
''Se estiver muito calor, a mãe até pode dar alguns banhos durante o período mais quente do dia, mas só com água na temperatura morna ou fria'', alerta. ''E quando secar o corpinho é importante não fricionar a pele do bebê. O ato de somente encostar uma toalha macia e felpuda sobre a pele da criança já é suficiente para abserover a umidade.''
Após o banho, a hidratação é o segundo passo para manter saudável a pele das crianças. Prado recomenda a utilização de loções e raramente de óleos corporais, pois estes tenderiam a deixar os bebês desconfortáveis, escorregadios, resultar em quadros de irritação quando utilizados a longo prazo e ainda propiciar manchas nas roupas da criança.
Segundo ele, os hidratantes podem ser utilizados em todo o corpo, menos nas narinas, ouvidos, bocas ou região próxima aos olhos. O dermatologista lembra ainda que não deve ser utilizado amaciante nas roupas do bebê, de cama e toalhas de banho, pois as substâncias químicas presentes nestes produtos tendem a causar ou agravar quadros de alergia. ''O sabão neutro já é suficiente para a limpeza das roupas.''


