Verão, época de dedetizar
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de janeiro de 2010
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Chegou o verão, a época mais quente do ano. E calor é sinônimo, entre outras coisas, de insetos espalhados pela casa, empenhados em aumentar o desconforto provocado pelas altas temperaturas e em proporcionar riscos à saúde. Não são poucos os que decidem tomar providências para resolver o problema.
Foi o caso da jornalista Danielle Sommer e do fotógrafo Rafael Danielewicz. O casal, que mora em um condomínio horizontal em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), contratou um serviço de dedetização há algumas semanas, pois não aguentava mais o excesso de formigas na casa. ''Quando começou a esquentar, elas já apareceram'', lembra Danielewicz.
''Se tinha uma migalha no lixo, vinham umas 100 formigas, em fila'', relata Danielle. ''Outros vizinhos já haviam reclamado do problema. Nós até dissemos que íamos alugar um tamanduá e deixar um pouco em cada casa'', brinca a jornalista, que aponta que foram necessárias duas dedetizações para resolver de vez o problema.
Roberto Lúcio Passos de Amorim, proprietário da empresa de dedetização Exclusiva, de Curitiba, explica que no verão a demanda por serviços do tipo aumenta muito em virtude das altas temperaturas. ''Com temperaturas constantes acima dos 20 graus, já aumenta a incidência de insetos'', afirma Amorim, que cita cupins, formigas, aranhas e baratas como as pragas mais comuns no verão.
A empresa dele também presta serviços no interior do Paraná. Amorim explica que, em razão da diferença de clima, o aumento da demanda varia entre Curitiba e outras regiões paranaenses. ''Em Curitiba, há uma curva sazonal grande. A região tem estações bem definidas. No verão, a demanda (por serviços de dedetização) chega a dobrar'', relata Amorim.
Segundo ele, como no interior do Paraná as altas temperaturas são mais frequentes ao longo do ano, no verão a procura por dedetizações aumenta menos na comparação com a Capital. O crescimento fica entre 40% e 50%, de acordo com o especialista. Uma pesquisa feita pela FOLHA junto a algumas dedetizadoras em Curitiba apontou que o preço do serviço varia de R$ 120 a R$ 170 por hora.
Dicas
Gilberto Ribeiro Maia, médico veterinário do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), dá algumas dicas para quem está interessado em contratar uma empresa de dedetização. ''A pessoa tem que pedir uma cópia da licença sanitária atualizada da empresa. Também é importante procurar saber quem é o responsável técnico. Além disso, verificar qual produto vão passar e se ele tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e ver como vai ser o procedimento antes, durante e após o serviço'', aconselha Maia.
O veterinário aponta que o grande risco da dedetização feita de forma errada é a intoxicação. ''Alguns produtos podem causar uma intoxicação aguda, cujos efeitos a pessoa percebe no momento. Entretanto, outros produtos oferecem o risco da intoxicação crônica, aquela que não é aparente e cujas consequências são sentidas apenas ao longo do tempo'', pondera.


