Da Sucursal
Cerca de 60 casas de veranistas localizadas entre o Balneário de Monções e a praia de Pontal do Sul serão desmanchadas por ordem da Delegacia do Patrimônio da União no Paraná. Elas foram construídas irregularmente sobre a orla marítima do município litorâneo de Pontal do Paraná e são consideradas invasões. As famílias de mais de 150 pescadores, que construíram suas casas sobre a orla, não estão ameaçadas.
A secretária de Ação Social do município, Rita Queiroz, informou que os pescadores só serão retirados do local se a prefeitura puder reassentá-los em outra área. ‘‘Mesmo assim, eles só irão se concordarem com a mudança’’, garantiu o delegado do Patrimônio da União no Paraná, Dinarte Antônio Vaz.
Ele avisou que as casas dos veranistas e os estabelecimentos comerciais que se instalaram sobre a areia, em área pertencente à União, serão derrubados. ‘‘O Clube Santa Mônica da Praia de Leste também poderá ter que desmanchar parte da sede’’, adiantou o delegado. ‘‘Depende de decisão judicial.’’
O representante da Comissão de Pescadores de Pontal do Paraná, José Wiginski, diz que os nativos estão estranhando a medida. ‘‘Alguns moram na mesma casa há 56 anos e não entendem por que teriam que se mudar agora’’, explicou. Ele denunciou a retirada de sete famílias, há cerca de 40 dias, que teriam sido ‘‘pegas de surpresa.’’
Este fato, segundo explicou, teria motivado a primeira reunião entre a comissão de pescadores, o Patrimônio da União, a Prefeitura de Pontal do Paraná e o deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), na semana passada. ‘‘Qualquer medida terá que ser comunicada à comissão’, contou Wiginski.

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