Vera Crovador é liberada da cadeia
Depois de quase um ano presa por ter sido acusada de mandar assassinar o marido, o advogado criminalista Luis Renato Crovador, 53 anos, Vera Crovador, 43 anos, foi libertada às 12h45 de ontem com um alvará de soltura despachado pelo desembargador da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Curitiba, Oto Sponholz. Visivelmente mais magra e aparentando nervosismo, Vera falou pouco aos jornalistas quando saiu da Penitenciária Feminina do Estado, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Ela estava acompanhada do advogado de defesa, Osmann de Oliveira, e portava uma pequena mala e três sacolas de plástico com um cobertor, roupas e objetos pessoais, além de uma televisão.
Demorou, mas a justiça está sendo feita, disse Vera. Ela continua sustentando a versão em que acusa o comerciante de autopeças Paulo Mandelli, acusado de ser o rei dos desmanches de carros roubados no Estado, de ter sido o mandante do crime. O meu marido era advogado dele e sabia demais, por isso foi morto, afirmou. Disse que pretende reconstruir sua vida na casa da família, em Curitiba, ao lado dos três filhos e da neta que deveria nascer ontem. A neném só estava esperando a avó sair da cadeia para vir ao mundo, brincou.
Osmann de Oliveira argumentou que Vera não possui antecedentes criminais e não existem provas que comprovem a ligação dela com o crime e, por isso, o decreto de prisão preventiva foi cassado. Tenho certeza que quando houver o julgamento, ela será absolvida pelo júri popular. Ele disse que o ex-amante de Vera, o garoto de programa Milis Rogério dos Santos, 33 anos, que está foragido, foi comparsa de Mandelli na trama. Viajo a semana que vem para São Paulo para buscar provas que comprovam a ligação dessas pessoas ao crime para anexar ao processo, contou.
No período da tarde, Vera concedeu entrevista coletiva no escritório de Osmann de Oliveira. Mandou o seguinte recado para o ex-amante: que ele apareça e se apresente pelo que fez. Ela classificou o caso com Milis como um deslize. Sobre a prisão, Vera não tem boas recordações. Fui humilhada pelas guardas, que mandavam a gente fazer faxina para sentir prazer com isso, afirmou. Passava o tempo na prisão pintando estátuas de anjos. A partir de agora, Vera diz que quer provar sua inocência e montar um negócio, que pode ser uma loja ou uma empresa no setor de alimentos. (Colaborou Dimitri do Valle)





