O comando da Polícia Civil de Londrina está tentando desafogar o 2º Distrito Policial (DP), que deveria ter somente 62 mas está com aproximadamente 170 detentos. O problema maior é que a Casa de Custódia de Londrina (CCL), para onde poderiam ser encaminhados os presos, está com 360 internos. A Vara de Execuções Penais (VEP) aguarda a autorização da Secretaria Estadual de Justiça e do Departamento Penitenciário do Estado (Depen) para ampliar o número de vagas da CCL para mais 39 detentos, superando em praticamente 40% a capacidade inicial do prédio, construído para receber 288 provisórios.
''Encaminhamos o pedido mês passado, reiteramos no dia 16 deste mês e ainda continuamos sem resposta. Conheço o prédio desde as fundações e sei que podemos ampliar a capacidade em caso de emergência'', garantiu o juiz da VEP, Roberto do Valle. Ele destacou que o entrave estaria ligado apenas à alimentação dos presos. ''Basta fazer um contrato separado para garantir comida ao excedente'', justificou.
O diretor da CCL, major Edison Tomaz, explicou que o limite da carceragem já havia sido mudado duas vezes e que a segurança está em ''situação crítica''. ''A capacidade real é de 288, mas recebia 320. Depois passou para 360 e agora querem chegar a 400. Caso isso seja autorizado , pediremos uma visita técnica para avaliar as condições de segurança'', disse.
Enquanto isso, o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, tenta administrar a superlotação dos dois únicos distritos que ainda mantêm presos. ''Continuo tentando (vagas) na Casa de Custódia porque é o único presídio que temos aqui na região. Não temos estrutura para manter tantos presos no 2º DP'', disse André.
A assessoria da Secretaria de Segurança Pública informou que o pedido para ampliação das vagas na CCL está sendo analisado pelo coordenador do Departamento Penitenciário do Estado (Depen), coronel Justino Sampaio Filho, juntamente com o secretário de Justiça, Aldo Parzianello.
''Esta seria a terceira liberação e não poderia ser feita sem considerar as condições de segurança, alimentação e até mesmo acomodação. Até mesmo o contrato com a empresa terceirizada teria que ser revisto neste caso. Assim que tivermos uma avaliação em mãos, vamos informar o juiz'', explicou Sampaio Filho.
Além da CCL (que conta com cerca de 25 condenados que já deveriam ter sido transferidos), a única opção para encaminhar presos da região norte seria a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), que também está acima da capacidade máxima (limite foi ampliado para 540, mas a capacidade é de 504).

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