Da Sucursal

Albari RosaVainer, da UFRJ: shoppings são exemplo do mau aproveitamento da luz naturalEnergias limpas como a solar, eólica (da força dos ventos), maremotriz (do movimento das marés) e o replanejamento urbano poderiam ser as alternativas racionais para a economia de energia elétrica e diminuição das obras de barragens.
A afirmação é do professor Carlos Vainer, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ele participa do 1º Encontro Internacional de Atingidos por Barragens, que acontece desde anteontem e termina amanhã, na Universidade Livre do Trabalho, em Curitiba. O encontro reúne grupos de apoio da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e África.
‘‘Modelos alternativos poderiam evitar novas barragens. Medidas simples como lâmpadas mais eficientes, melhores redes de transmissão, equipamentos isolantes e mudanças no padrão de desenvolvimento urbano com certeza seriam uma conquista em economia de energia’’, afirma.
Como exemplo, Vainer cita as construções de shopping centers que desprezam todas as fontes naturais de energia e apenas utilizam a eletricidade para iluminação e ventilação. No lugar dos shoppings o professor sugere que sejam construídos centros comerciais abertos.
Segundo ele, se o consumo continuar aumentando, em cerca de 15 ou 20 anos o Brasil terá que buscar energia elétrica de cada vez mais longe e com custo também cada vez maior. ‘‘As reservas mais próximas já terão se esgotado. Os impactos sociais e ambientais serão crescentes na mesma proporção do tamanho das hidrelétricas.’’
ItaipuA Itaipu Binacional contestou ontem, através de carta enviada pela assessoria de imprensa, a informação divulgada pelo Movimento Internacional Contra as Grandes Barragens de que a hidrelétrica de Itaipu produz 20% menos energia do que o previsto inicialmente.
O chefe da comunicação social da Itaipu Binacional, Hélio Teixeira, afirma que este dado não tem qualquer sustentação. ‘‘A previsão do projeto para a geração anual de energia em Itaipu era de cerca de 75 bilhões de kWh/ano. Itaipu estabeleceu em 1996 um novo recorde mundial de geração de energia, com uma produção de 81,6 bilhões de kWh/ano. O recorde atual, portanto, é quase 10% superior à geração estimada em projeto, não 20% inferior, como afirma o documento divulgado no encontro’’.

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