Vento e chuva causam destruição em Curitiba
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domingo, 06 de julho de 2003
Vania Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba Um vendaval seguido por uma forte chuva de granizo, no meio da tarde de ontem, provocou caos em Curitiba e região metropolitana. O vendaval, que começou por volta das 15h30, derrubou centenas de árvores, que caíram sobre residências e poste de fiação elétrica, provocando apagão em 90% da cidade. O comandante geral da Polícia Militar, coronel David Pancotti, assumiu pessoalmente a chefia das operações de resgate em Curitiba e região, cancelando a troca de turnos e acionando o plano de chamada, que requisita policiais militares e bombeiros em folga para ajudar em emergências.
Segundo informações do próprio Pancotti, o Corpo de Bombeiros estava tendo dificuldades para atender todas as ocorrências. De acordo com ele, as 15 viaturas dos bombeiros em atendimentos nas ruas da capital não conseguiam voltar para a sede, emendando um atendimento ao outro.
O Hospital Cajuru, o maior de atendimento à emergências na cidade, teve o centro cirúrgico e pronto-socorro interditados devido a um alagamento. Até o fechamento desta edição, o hospital ainda não podia receber pacientes. O Hospital Evangélico também passou a tarde operando com sistema de gerador depois que uma árvore caiu sobre os cabos de energia. No início da noite, a Copel tentava reestabelecer a energia no local.
Por conta do vendaval, o muro ao lado do Estádio Pinheirão, no Tarumã, desabou. Assim como o telhado de um hipermercado no Bom Retiro, ao lado do Centro Cívico de Curitiba. Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas ficaram feridas no desabamento e foram encaminhadas para o Hospital do Trabalhador. Não houve divulgação sobre o estado de saúde das vítimas. Outro supermercado, localizado na Vila Hauer, também teve desabamento parcial de seu telhado, mas sem vítimas.
No início da noite de ontem, a energia elétrica tinha sido restabelecida apenas de forma parcial na cidade. O trânsito ficou caótico, com poucos agentes do Departamento de Trânsito da Prefeitura Municipal (Diretran) e policiamento insuficiente para orientar o tráfego, sem semáforos. Árvores, placas e outdoors caídos complicavam o trânsito. De acordo com informações da PM, Almirande Tamandaré, Colombo e São José dos Pinhais, na região metropolitana, também estavam em situação crítica. No início da noite, um acidente grave teria acontecido na Rodovia do Xisto, mas ainda não havia confirmação de vítimas.
Segundo o Sistema Metereológico do Paraná (Simepar), a chuva foi causada pela entrada de uma frente fria no Estado. Na estação do Simepar, a velocidade do vento variou entre 20 e 30 quilômetros por hora, que foi considerado ''normal''. No total, entre o início do vendaval e o fim da chuva, foram apenas 40 minutos.


