Vento derrubou 300 árvores em Londrina
A chuva registrada anteontem à noite em Londrina, acompanhada por ventos fortes, causou prejuízos em vários bairros e deixou 57 mil pessoas sem energia elétrica por até quatro horas. A Copel teve 14 linhas de alta tensão desligadas e recebeu cerca de 17 mil pedidos de religação.
Mais de 100 árvores foram arrancadas pela raiz, muitas delas destruindo casas, muros e carros. No total, segundo a Autarquia do Meio Ambiente, 300 árvores sofreram a ação do mau tempo. A Defesa Civil foi acionada. O Corpo de Bombeiros trabalhou durante todo o dia de ontem para atender a mais de 100 chamados.
Embora todas as regiões tenham sido afetadas, a zona oeste da cidade teve mais problemas. Além de arrebentar a calçada, uma árvore caiu em cima da casa de Teresa Cavalheiro, moradora da Rua Caviúna, no Jardim Leonor (região oeste). Nós já havíamos solicitado o corte, afirmou Teresa. Segundo ela, a prefeitura foi informada e prometeu reparar os danos. O Colégio Padre Wistremundo Roberto Perez Garcia, no Parque Ouro Verde (zona norte) foi destelhado e as aulas foram suspensas.
Em alguns trechos de ruas do Jardim do Sol os carros trafegavam com dificuldade devido às árvores caídas. Clorivaldo Riedlinger, 59 anos, não tem idéia de quanto vai custar para recuperar sua oficina mecânica, totalmente destruída. O muro da oficina, na Avenida do Sol, foi arrancado e jogado em cima de um caminhão que estava estacionado no pátio.
Funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) tiveram muito trabalho para consertar os semáforos destruídos na Avenida Brasília. Uma parte do muro do Autódromo Internacional Ayrton Senna veio abaixo com o vendaval, que também derrubou a placa de entrada do Kartódromo. Em direção à zona norte, outdoors caídos davam o rastro do vento.
No Conjunto João Paz, uma árvore destruiu totalmente a residência da costureira Maria Alaíde de Almeida. Ela garantiu que, há um ano, protocolou na AMA uma solicitação de corte da árvore, mas não foi atendida. Agora eles têm que vir tirar ela de cima da casa. Mas será que vão pagar por tudo o que perdi?, reclamou Maria Alaíde.
O coordenador da Defesa Civil, Luiz Carlos Bracarense, afirmou que vários órgãos e secretarias municipais, além do Corpo de Bombeiros e Copel, disponibilizaram pessoal e máquinas para auxiliar a população que foi atingida diretamente pelo mau tempo. Segundo Bracarense, a Cohab está se encarregando de atender às famílias que tiveram casas destelhadas.
O diretor operacional da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), João Mendonça, informou que todos os funcionários do órgão foram deslocados para as ruas. O pessoal está desobstruindo as vias e tirando árvores de cima das casas, disse Mendonça.
A AMA, segundo o diretor, vai analisar os casos de pedido de indenização. A autarquia está preparando um plano de reposição das árvores condenadas em toda a cidade.





