Cerca de 20 toneladas de terra contaminada com o veneno hexaclorobenzeno (BHC), encontrado em um terreno particular próximo à Rodoviária de Apucarana (Norte) em outubro deste ano, começaram a ser retiradas do local. Desde ontem, trabalhadores contratados pela prefeitura estão acondicionando o material químico em recipientes plásticos para a destinação final, que deve ser a incineração.
De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Turismo de Apucarana, João Batista Beltrame, cerca de 500 a 700 embalagens de 35 a 50 litros cada deverão ser utilizadas para a retirada de todo material. A ação da prefeitura está sendo realizada em parceria com a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) e Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Somente com o material plástico foram gastos R$ 4 mil.
''O BHC ficará isolado nessas embalagens no próprio terreno onde foi encontrado e então será transportado pela Suderhsa para incineração, provavelmente nnuma empresa em Osasco (SP). Foram tomadas todas as medidas possíveis para que esse material fosse retirado dali e só não conseguimos fazer isso antes porque houve todo um processo burocrático de localizar o dono do terreno e verificar de quem seria a responsabilidade para o deslocamento do BHC'', comentou.
Segundo o secretário, o trabalho precisou ser interrompido no início da tarde de ontem por conta da chuva, mas a retirada do material continuará assim que o tempo melhorar. ''Nossa expectativa é que até próximo ao dia 15 de janeiro todo esse material já esteja armazenado para que possa ser retirado daqui'', disse.
A promotoria do Meio Ambiente de Apucarana acompanha as investigações para tentar descobrir o responsável pela colocação do BHC naquela área. A proprietária do terreno, uma mulher que reside no Rio de Janeiro, foi notificada e autuada pela Polícia Ambiental Força Verde.
Por ser altamente tóxico ao ser humano, o BHC está proibido de ser comercializado ou utilizado há mais de 20 anos no Brasil.

mockup