Expectativa também é a palavra mais usada pelos vendedores ambulantes instalados em todos os locais de prova da cidade. Eles alegam que o movimento está fraco e abaixo do esperado. ‘‘Espero que no último dia melhore um pouco’’, disse Carlos Soares, que desde o início do vestibular vem recebendo promessas de compra.
Carlos Barra também reclama do movimento. Ele e o filho vendem cachorro quente em frente ao Cesulon durante o ano inteiro e, por enquanto, não conseguiram vender mais do que 50 lanches por dia. ‘‘Em janeiro do ano passado vendíamos de 100 a 120 durante o dia e quase 200 à noite. Acho que a concorrência é culpada’’.
Ele afirma que entre às 12h30 e 14 horas a calçada do Cesulon é tomada por vendedores, muitos deles sem autorização. Barra confirma que os fiscais da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) passam por ali todos os dias, mas em horário errado.
O diretor de operações em exercício da CMTU, Carlos Alberto Xavier, alega que falta funcionário para percorrer todo os locais de prova e ainda o camelódromo e calçadão. ‘‘Estamos apenas orientando os ambulantes. Se precisássemos fazer qualquer apreensão não poderíamos porque não temos carro, mas em julho, com certeza, estaremos melhor equipados’’, prometeu Xavier. (B.R.)

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