A falta de divulgação e as obras de finalização dos boxes no Cereal estão prejudicando o movimento de consumidores. Essa é a opinião dos artesãos que já se instalaram no centro de referência. ''Acreditamos que depois que todos tiverem ocupado seus boxes, os negócios devem melhorar'', afirma a artesã Marilda Moreira Camargo, 54 anos, da Associação das Mulheres do Ouro Branco.
Segundo Marilda, desde que foi inaugurado, na semana passada, o Cereal tem registrado movimento fraco. ''Só percebemos uma melhora no horário do almoço'', comenta. Já artesã Luci Varjão, da Associação Mulheres com Mania de Arte do Cafezal 2, acredita que a situação econômica dos consumidores também prejudica os negócios. ''O salário do trabalhador tá muito defasado'', comenta.
Marilda acredita que muita gente ainda não sabe que o Cereal está funcionando. ''Precisamos de mais divulgação. As pessoas passam aqui em frente e vêem o pessoal trabalhando na montagem dos boxes; acham que não tem nada funcionando'', acredita.
O Cereal está aberto no horário comercial, de segunda à sexta-feira, das 8 horas às 18 horas, e aos sábados até às 13 horas, sendo que um sábado por mês o local ficará aberto até às 18 horas.
Nos boxes que já estão funcionando, os consumidores podem encontrar grande variedade de produtos artesanais feitos com couro, material reciclado, papel, crochê, tricô, bordados, móveis restaurados entre outros. Os preços variam. Caixas de papelão decoradas com forma de coração podem ser encontradas a R$ 6,50. Portas-jóias em formato original custam R$ 12,50 ou R$ 6,50, dependendo do tamanho. Panos de pratos variam entre R$ 4,00 e R$ 8,00, conforme o trabalho aplicado no tecido.
Segundo Marilda, os produtos expostos são produzidos pelos participantes das associações. Ela explica que muitos artesões aprenderam a confeccionar os produtos participando de oficinas oferecidas pelas entidades. O resultado das vendas é dividido da seguinte forma: 20% do valor fica com a associação e os 80% vão para o autor da peça.

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