Representantes de órgãos públicos municipais se comprometeram ontem a tentar incluir adequações nas obras de revitalização do Terminal Urbano de Londrina para manter os vendedores ambulantes no local após o término da reforma. O compromisso foi firmado durante reunião entre representantes dos vendedores e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Vigilância Sanitária, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), Companhia de Desenvolvimento de Londrina (CODEL) e Câmara Municipal.
A proposta discutida é a incorporação dos carrinhos de lanche, pastel e pipoca ao muro do terminal. De acordo com Joaquim Wargha, da Secretaria Municipal de Obras, é possível estudar a possibilidade de incluir as adequações. A proposta inicial de recuo da parede foi descartada. A obra inviablizaria o funcionamento da plataforma que fica ao lado do muro do terminal. O IPPUL não poderá fazer o projeto porque o arquiteto da entidade está de férias até o fim do mês mas a CMTU se comprometeu a disponibilizar um profissional para estudar alternativas para manter os ambulantes no local.
A Codel se comprometeu a estudar a viabilização de crédito para a compra dos carrinhos padronizados e para treinamento. Para o gerente da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, é possível que os ambulantes voltem ao terminal ''de forma viável, com os alimentos mais protegidos''. ''O objetivo é tornar a atividade mais segura para o consumidor'', explicou. Ele citou a importância de disponibilizar acesso à água para os ambulantes. Castro vai consultar a Universidade Estadual de Londrina sobre a possibilidade de realizar um estudo para medir a quantidade de poluição, principalmente fumaça e poeira, existente no local.
Para a ambulante Lédina Gonçalves Mendes, a Tina, a reunião foi produtiva. ''Foi ótimo pois a CMTU aceitou analisar a possibilidade de a gente voltar para o terminal''.

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