Os vendedores de leite in natura de Umuarama vão construir um laticínio para pasteurizar e embalar o produto. A indústria comunitária deverá resolver de vez o problema do leite vendido de porta em porta sem as mínimas condições de higiene. Segundo a Associação dos Produtores e Entregadores de Leite de Umuarama (Apelu), o laticínio começa a ser construído imediatamente.
O promotor de defesa do consumidor, Jorge Fernando Barreto Costa, deu prazo até dezembro para os ambulantes concluírem a obra e começarem a vender leite pasteurizado. Estima-se que mais de 50% do leite consumido em Umuarama é vendido por produtores e intermediários diretamente ao consumidor. São cerca de 5 mil litros diários transportados em tambores e entregues ao consumidor em garrafas de plástico.
Segundo o secretário municipal da Agricultura, Edson Assis Bastos, o laticínio vai custar em torno de R$ 70 mil. O programa Paraná 12 Meses repassará R$ 35 mil. O restante será bancado pela prefeitura e a Associação dos Produtores (50% cada).
Barreto Costa solicitou à Vigilância Sanitária que fiscalize a qualidade do produto in natura enquanto o laticínio não ficar pronto. Em exames realizados há dois anos pela Universidade Paranaense (Unipar), 70% das amostras apresentaram contaminação. ‘‘Produtores e entregadores terão de seguir as normas básicas de higiene na ordenha, transporte e manipulação do produto’’, diz o secretário de Agricultura. Depois que o laticínio comunitário estiver pronto, a venda de leite cru será proibida.

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