A Companhia Municipal de Trânsito (CMTU) vai iniciar, em setembro, a readequação dos vendedores de lanches nas calçadas das ruas centrais de Londrina, conforme o Código de Postura do Munícípio. Os vendedores que tem carrinhos próximos ao Terminal Urbano não concordam com a possibilidade da retirada deles do local.
O Código de Postura do Município determina, entre outros itens, distância mínima de 40 metros entre os vendedores e limita área de um metro quadrado para cada um. Além disso, os vendedores tem que restringir o comércio ao tipo de licença que possuem. Nenhuma dessas determinações vem sendo cumpridas. Somente na quadra da Rua Benjamim Constant que fica numa das laterais do Terminal, trabalham atualmente 14 vendedores de sanduíches e pipocas em cerca de 150 metros quadrados.
Os vendedores também reclamam da superlotação das calçadas. Eles dizem que o excesso no comércio de lanches está atrapalhando as vendas por causa da concorrência. ‘‘Mas não aceito sair daqui porque são os usuários do Terminal que mais compram da gente. Concordo que tem muito vendedor no mesmo lugar, mas esse é o nosso ganha-pão. Se a situação está assim foi porque a prefeitura permitiu’’, disse Lia Garcia que trabalha no local há 15 anos.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse que o número de vendedores cadastrados para área central da cidade está dentro do normal, mas a distribuição dos carrinhos e dos vendedores está inadequada. ‘‘Existe uma concentração muito grande de vendedores em um mesmo local. Para diluir, é preciso aplicar o que determina o nosso código de posturas. Além disso, tem também a questão estética da cidade’’, afirmou.
O vendedor de pipocas Carlito Cerqueira concorda que os carrinhos ‘enfeiam’ a cidade. ‘‘Essa área perto do Terminal mais parece uma favela. Isso é muito feio. Deixa a cidade com aspecto sujo. É preciso rever essa questão’’, disse.

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