Vendedores de lanches devem sair das calçadas
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terça-feira, 24 de julho de 2001
Edna Mendes De Londrina 
Com a retirada dos camelôs das calçadas da área central de Londrina, o que deve acontecer a partir da próxima quarta-feira, a prefeitura pretende começar a adequar também os vendedores ambulantes de lanches, frutas, doces e refrigerantes. A Folha apurou ontem que existe a possibilidade da retirada dos carrinhos de lanches que ocupam as calçadas do Terminal Urbano de Transporte Coletivo. A prefeitura já suspendeu a emissão de licenças para vendedores na região do Terminal.
A transferência dos ambulantes para o novo camelódromo, no trecho interditado da avenida São Paulo, vai desobstruir parcialmente as calçadas em volta do Terminal. Entretanto, a presença dos vendedores de lanches regularizados ou ilegais não deve deixar as calçadas totalmente livres para pedestres, já que há na cidade cerca de 200 ambulantes cadastrados na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e cerca de 100 que trabalham sem licença. Somente na quadra da rua Benjamin Constant, na lateral do Terminal, há 14 carrinhos de lanches e pipocas.
O gerente da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, diz que está sendo estudada com a CMTU a readequação dos vendedores de alimentos. O trabalho deve ser iniciado pelos ambulantes que trabalham perto do Terminal. É o setor mais crítico da cidade. Vamos rever se aquele pessoal vai continuar no local. Enquanto isso, não vamos renovar nem conceder novas licenças, afirma. Entre os fatores que podem motivar a retirada dos vendedores das calçadas estão o trânsito intenso de veículos, gases tóxicos, sujeira e grande fluxo de pedestres. Além disso, há o risco para a saúde das pessoas.
O presidente da CMTU, Wilson Sella, informa a companhia autua diariamente cinco vendedores irregulares, em média. Eles têm a mercadoria apreendida e para recuperá-la precisam pagar uma multa.
A vendedora de cachorro-quente Cíntia Cristiane Pereira de Souza, que tem um carrinho de lanches na calçada do Terminal, denuncia que tem aumentado o número de vendedores de alimentos na área central porque a Vigilância Sanitária não fiscaliza. Faz mais de um ano que não aparece ninguém aqui. Há seis meses solicitei uma inspeção para renovar minha licença e até hoje nenhum fiscal apareceu, diz.
A vendedora de doces Maria de Lurdes da Silva confirma a ausência de fiscalização e reclama da concorrência desleal. Todo dia aparece alguém vendendo. Isso atrapalha quem tem licença e segue as normas de higiene. O bancário Marcelo Rodrigues da Fonseca tentava caminhar entre os carrinhos de lanche da Rua Benjamin Constant. Isso aqui virou um restaurante público, mas a prefeitura tem que pensar também no problema social que pode causar se retirar esse pessoal daqui, argumenta.


