Vendedores de carro desocupam estacionamento
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quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - A sede da Associação dos Vendedores de Veí sculos de Maringá (Avemar) deverá ser demolida ainda hoje. A afirmação é do procurador jurídico da prefeitura, Alaércio Cardoso que dá por encerrado o problema com a entidade. Localizada no pátio de estacionamento do Estádio Willie Davids, a sede tem cerca de 50 metros quadrados de área construída. A desocupação da Avemar, mais conhecida como ''Pedra'' foi feita ontem de manhã, pelos próprios associados.
Um dos mais indignados com a desocupação do imóvel e retirada dos carros do estacionamento do estádio, era o tesoureiro da entidade, José Luiz Casone. ''Somos pais de famílias e trabalhadores como qualquer outro'', desabafou. Segundo ele, a diretoria da entidade ainda iria tentar um novo acordo com a prefeitura. Ele não soube explicar que tipo de reivindicação seria feita à prefeitura.
Os vendedores desocuparam o pátio do estádio, e estacionaram os carros na Avenida Prudente de Moraes. ''É perigoso ficar na avenida, mas não temos para onde ir'', justificou. Casone admitiu que a associação teve tempo para procurar outro local, já que a discussão na Justiça sobre a legalidade da ocupação do pátio de estacionamento do Estádio Willie Davids existe há 12 anos. Segundo ele, os associados sempre tiveram a esperança de ganhar a ação.
A desocupação da Avemar gerou alegria e tristeza entre os moradores da Zona Sete. O aposentado Manoel Ferreira Rocha, 74 anos, chorou ontem, quando os vendedores desocupavam a sede da entidade. Ele e a esposa, Amália Ferreira Rocha, 71 anos, moram na frente do estádio e sempre contavam com a solidariedade dos vendedores. Rocha conta que os vendedores são amigos e sempre levam a mulher dele para o Pronto Socorro quando ela tem crise nervosa.
Já a dona-de-casa Conceição Palácio, 75 anos, comemorou a saída da ''Pedra'' do estádio Willie Davids. ''Pode perguntar para quem quiser e você vai ver que ninguém gosta dos vendedores porque eles mexem com as mulheres e tiram a liberdade das pessoas andarem com tranquilidade pelo bairro'', afirmou.


