Vendedores de camisetas são presos durante show
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de maio de 1997
Da Sucursal 
Gilson CamargoVendedores presos durante o Ruffles Reggae: apologia às drogasVestir camisetas com mensagens que fazem alusão a drogas ou entorpecentes é proibido em Curitiba. Com base nesta lei, um grupo de vendedores foi detido durante o Ruffles Reggae, evento musical que animou a Pedreira Paulo Leminski no último fim de semana. Eles estavam vendendo camisetas cujas estampas frontais eram da planta da maconha.
Edwin Portão, 24 anos, Flamínio Amarante, 23 anos, e Wellington de Siqueira, 20 anos, foram detidos por estarem vendendo não somente camisetas, mas também colares, bandeiras e outros objetos com o símbolo da maconha. Os três podem pegar até 15 anos de prisão por estarem fazendo apologia às drogas, a pena é a mesma que a de um traficante, explica o delegado Adauto Abreu de Oliveira.
Foi preso também durante o show Cláudio Wanderlei Nery Barbosa, 21 anos. Ele estava usando uma carteira do exército e algemas e se fazia passar por policial, extorquia jovens que estavam com drogas e exigia dinheiro para não prendê-los. O farsante foi preso e enquadrado no artigo 157 por roubo.
Outras prisões, estas por tráfico de drogas, foram feitas no fim de semana. Valdirene de Oliveira Perroti, 34 anos, mais conhecida como India, e Marcelo Fernandes, 21 anos, foram presos em flagrante na sexta-feira no Bairro Alto. Valdirene foi presa em casa quando vendia drogas. Os policiais ficaram à tarde inteira de plantão nos arredores e interrogaram cada um que saía da casa. Ao todo, 14 usuários compraram drogas. A polícia também encontrou na casa 60 gramas de cocaína, dois revólveres calibre 38 e uma agenda eletrônica em que há vários telefones, inclusive de policiais. Os dois foram enquadrados no artigo 12 e podem pegar de três a quinze anos de cadeia por tráfico.


