Vendedores correm contra o tempo para obter alvará
Londrina - Janaína Priscila do Prado vende sanduíches há mais de 30 anos na região central de Londrina. Aos 8 anos, ela já ajudava a mãe que trabalhava em um carrinho de lanches em frente ao Bosque Central. O ponto de vendas mudou para o Museu de Arte de Londrina e hoje Janaína comercializa os produtos na Avenida São Paulo, na esquina com o Calçadão.
Com a licença vencida há seis meses, a ambulante teme perder o ponto. "Já entrei com o pedido. Acho que eles deveriam favorecer quem está aqui há mais tempo. Não estou prejudicando ninguém, mas tem gente que vende os mesmos produtos que os lojistas e aí eles ficam no prejuízo", argumentou.
José Carlos Soares criou os cinco filhos com a venda de doces e refrigerantes na região central. "Consegui renovar o alvará há um mês. Desde que machuquei a clavícula não consigo voltar a trabalhar formalmente. Faz 30 anos que estou aqui e já tentaram pegar meus produtos duas vezes. É complicado", desabafou.
Elcilina de Oliveira comercializa salgados, cafés e sucos na Praça da Bandeira há cinco anos. "Demorei quatro meses para conseguir a licença. Faltou gente para fazer a vistoria. Agora mais vendedores estão chegando e eles colocam preços mais baixos. É importante que tenha a fiscalização", comentou. De acordo com a CMTU, os prazos para a concessão da licença variam de acordo com a análise dos tipos de produto e dos pontos de vendas escolhidos pelos ambulantes. (V.C.)





