Vendedora reclama do Telecidadão
O número do telefone do Telecidadão, divulgado pelo governo do Estado como um dos locais para orientar os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre seus direitos e registrar suas reclamações, começa a gerar problema. Ontem, a vendedora autônoma residente em Londrina Maria do Carmo Caetano, denunciou ter sido mal atendida pela telefonista-atendente do telefone (0800) 41.1113.
Ela disse que aquele telefone era da Ouvidoria, que não estava sabendo de nada sobre a campanha do SUS e me passou um telefone da Secretaria Estadual de Saúde, contou a vendedora, que tem 44 anos e sofre de problemas cardíacos. Eu me sinto lesada nos meus direitos. O governo divulga que tem órgãos para nos atender, mas isto não é verdade. Na secretaria, não souberam me informar o que eu desejava. Disseram que eu teria que entrar em contato, aqui em Londrina, com a Regional de Saúde e secretaria municipal. Isto, eu já venho fazendo há meses e não consigo solução para o meu problema.
Ela disse que ficou muito chateada com o atendimento recebido nos dois órgãos, em Curitiba. Telefonei com a maior educação, querendo algumas informações e registrar uma reclamação. Mas fui atendida com ironia e desrespeito. Desde janeiro estou atrás de atendimento médico pelo SUS, mas não consigo. E agora vem o governo divulgando que saúde é um direito de todo cidadão. Isto parece é gozação de mau gosto.
A médica-chefe da 17ª Regional de Saúde em Londrina, Djamedes Maria Garrido, que coordena a campanha de esclarecimento do SUS nos 19 municípios da região, garantiu que fará contatos com Curitiba solicitando providências para que o atendimento pelos telefones divulgados seja melhorado. Não podemos aceitar este empurra-empurra do usuário de um lado para o outro. Os funcionários que atendem nos locais indicados pela campanha devem estar preparados para prestar orientações precisas aos usuários, comentou ela.
Djamedes afirmou que, em nenhuma hipótese, o usuário pode ficar sem o registro da reclamação que deseja fazer ou sem a informação que pretende. Vamos fazer contatos com o Conselho e a Secretaria estaduais de Saúde, solicitando providências urgentes para sanar este problema detectado, ressaltou, lembrando, no entanto, que as denúncias e reclamações devem mesmo ser iniciadas pelas secretarias e conselhos municipais e pelas regionais de saúde. Em Londrina, os telefones para contato neste sentido são 322-1893 e 322-6821.





