A delegada Waldete Testoni, do 1º Distrito Policial de Londrina, ouviu ontem um dos patrões e dois colegas da vendedora Rosicler Pinheiro da Silva, 29 anos, que morreu semana passada em decorrência das queimaduras de terceiro grau em 80% do corpo. No dia 21 de setembro, um desconhecido invadiu a empresa onde Rosicler trabalhava, localizada em um centro comercial da Rua Natal (centro da cidade), jogou álcool e ateou fogo na vendedora.
Segundo a delegada, a polícia ainda não tem suspeitos de envolvimento no crime e trabalha com várias hipóteses. ''A hipótese mais provável é a de latrocínio (roubo seguido de morte) já que, pelo que nos informaram, Rosicler manuseava dinheiro da empresa antes do atentado'', explicou. Ela disse que os patrões de Rosicler ainda estão fazendo o levantamento do montante roubado.
De acordo com Waldete Testoni, é possível que Rosicler tenha surpreendido o assassino furtando o dinheiro. ''Ele pode ter tentado eliminá-la para não ser reconhecido. Já sabemos que o álcool foi comprado pela própria vítima, que era também responsável pela limpeza do local. Se estivesse armado, provavelmente teria dado um tiro'', contou. Segundo ela, o que deixou todos surpresos foi o fato da vítima não haver gritado. ''Uma colega dela, que a viu queimando, disse que não ouviu nada'', contou.
A delegada disse que deve ouvir ainda a família de Rosicler. O marido será intimado a comparacer ao Distrito nos próximos dias. Informações não confirmadas pela polícia apontam que, no local do crime, funcionava ''fortaleza'' do jogo do bicho. Porém, segundo a delegada, para todos os efeitos legais, o local é apenas uma empresa. ''É lógico que vamos investigar esta linha também'', afirmou.

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