Vendedora já levou chute no seio em blitz
Vendedora já
levou chute
no seio em blitz
A vendedora M.C., 43 anos, que tem medo de se identificar, afirma ter sido chutada no seio pelo fiscal Adailto Miranda, o Cabeludo, durante uma abordagem em dezembro do ano passado. Ao tentar registrar queixa, diz quase ter sido presa e ter pago R$ 300,00 para ser libertada. O dinheiro, acusa, teria sido dividido entre os fiscais da prefeitura. Não vou dar meu nome. Eles sabem onde eu moro, conhecem meu carro.
Detenção e visitas a distritos policiais são comuns para os camelôs. Quase todos tem história de prisões, como a vendedora Maria Helena Maciel, 39 anos. Presa quatro vezes, ela cumpre pena alternativa de dois anos de prisão desacato à autoridade e lesões corporais. O fiscal me bateu e eu revidei, conta. Com essa ficha não acho emprego. Separada, ela tem nas vendas de capas de celular a única forma de sustentar os três filhos, com idade entre 6 e 10 anos. Ganha de R$ 200,00 a R$ 300,00 ao mês.
Segundo Eli Arnaldo Azevedo, 22 anos, camelô há nove, os fiscais da prefeitura chegam a entrar em ônibus e estabelecimentos comerciais, nos quais os vendedores buscam abrigo, para apreender as mercadorias. Às vezes nem estamos vendendo. (J.A.)





